Caso de cusparada em Melina Fachin gera repercussão

Universidade analisa agressão sofrida pela filha do ministro do STF, Melina Fachin, alvo de cusparada.
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) informou que está analisando a agressão sofrida pela professora Melina Fachin, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O caso será debatido em reunião do Conselho de Planejamento e Administração (COPLAD) na próxima terça-feira, dia 16 de setembro.
Na última sexta-feira, Melina, que é professora e diretora da Faculdade de Direito da instituição, foi alvo de xingamentos e de uma cusparada durante um evento no campus. Segundo relato do seu marido, um homem se aproximou, chamou-a de “lixo comunista” e cuspiu em sua direção. Essa agressão gerou uma onda de repúdio, com críticas ao clima de intolerância que tem se intensificado em ambientes acadêmicos.
Repercussão do caso
O ataque foi classificado por Marcos Gonçalves, marido de Melina, como um reflexo do “discurso de ódio propagado pelo radicalismo de extrema direita”. Ele destacou que essa violência é resultado da irresponsabilidade de discursos que promovem o ódio e tentam silenciar vozes divergentes. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se manifestou, repudiando o episódio e defendendo a preservação do espaço acadêmico como um ambiente de diálogo e respeito.
Contexto de tensão na universidade
O incidente ocorre em um contexto de crescente tensão no campus da UFPR, onde, poucos dias antes, um grupo de estudantes havia bloqueado o acesso à Faculdade de Direito durante um evento polêmico que contaria com a presença de figuras ligadas ao extremismo político. Esse clima revela a polarização e os desafios enfrentados pela comunidade acadêmica em manter um espaço de convivência respeitosa e democrático.
A UFPR ainda não anunciou se abrirá um procedimento interno para apurar a agressão, mas reafirmou seu comprometimento em tratar o caso com a devida seriedade e em promover um ambiente seguro para todos os seus estudantes e professores.










