O Polo de pesquisa do Câmpus Regional do Noroeste impulsiona o IDH e fortalece a agropecuária sustentável na região

O Polo de pesquisa da UEM no Noroeste tem impulsionado o IDH de Diamante do Norte, fortalecendo a agropecuária sustentável e a inovação regional.
Confira a programação e atividades do Polo de pesquisa da UEM em Diamante do Norte
Área construída: 14 mil metros quadrados distribuídos em 82,4 hectares
Projetos de pesquisa: suinocultura, bovinocultura de leite, piscicultura, apicultura, horticultura e mandiocultura
Produção agrícola: cultivo de milho, sorgo, mandioca, eucalipto e horta diversificada
Produção leiteira: média diária entre 200 a 250 litros, com parte destinada a laticínios e produção de queijos
Suinocultura: criação do porco da espécie Moura para embutidos artesanais
Meliponário: implantação para manejo de abelhas sem ferrão visando conservação e pesquisa
Piscicultura: tilápias produzidas em tanques-rede no Rio do Corvo, com fornecimento para Restaurante Universitário e Hospital Universitário Regional de Maringá
Educação profissional: sede do Centro Estadual de Educação Profissional do Noroeste com formação técnica em agropecuária
Impacto do Polo de pesquisa da UEM no IDH e desenvolvimento socioeconômico de Diamante do Norte
O Polo de pesquisa da UEM no Noroeste, localizado estrategicamente na tríplice divisa entre Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, tem desempenhado papel fundamental na elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Diamante do Norte. Em 1990, antes da fundação do Câmpus Regional do Noroeste, o município apresentava um IDH de 0,456. A instalação do polo acadêmico e de pesquisa impulsionou o índice para 0,723 em 2010, posicionando a cidade entre as de IDH alto no Paraná, conforme dados do IBGE.
O avanço no IDH pode ser atribuído à geração de conhecimento, inovação tecnológica e à promoção do desenvolvimento sustentável promovidos pelo polo. A oferta de cursos superiores e técnicos, aliada à integração com a produção agropecuária local, fortaleceu a economia regional e melhorou indicadores sociais. A atuação do reitor Leandro Vanalli ressalta a qualidade das pesquisas e o impacto real na economia e na formação acadêmica dos estudantes envolvidos.
Estrutura e inovação na agropecuária sustentável do Câmpus Regional do Noroeste
O Polo de pesquisa da UEM está distribuído em uma área significativa que inclui uma fazenda experimental onde são desenvolvidos diversos projetos agropecuários. As atividades envolvem o cultivo de culturas como milho, sorgo, mandioca e eucalipto, além do manejo de hortas para abastecimento do Restaurante Universitário. A pecuária destaca-se pela produção leiteira com alta produtividade e suinocultura focada em uma raça local que gera embutidos artesanais reconhecidos pela qualidade.
Além disso, o polo investe em pesquisa apícola, com criação de abelhas tradicionais e sem ferrão, promovendo a conservação ambiental e estudando a flora regional visitada por esses polinizadores. A piscicultura em tanques-rede implementada em 2023 representa uma das mais recentes inovações, com produção de tilápias para consumo universitário e hospitalar, somada a um programa de melhoramento genético.
Formação técnica especializada e investimentos em educação profissional no Noroeste
Desde 2022, o Câmpus Regional do Noroeste abriga a sede do Centro Estadual de Educação Profissional do Noroeste, conhecido como Colégio Agrícola. Esta iniciativa, fruto de convênio entre a Secretaria da Educação e a UEM, recebeu investimentos de R$ 11 milhões para oferecer formação técnica em agropecuária de nível médio em regime de internato.
Esta unidade fortalece a capacitação de jovens e profissionais da região, alinhando educação profissional de qualidade com as necessidades do setor agropecuário regional. A presença do colégio dentro da fazenda experimental facilita o aprendizado prático e a integração direta com as pesquisas e atividades produtivas do polo.
Perspectivas futuras e papel estratégico do Polo de pesquisa da UEM para o Noroeste do Paraná
O Polo de pesquisa da UEM no Noroeste consolida-se como um vetor de desenvolvimento regional, combinando ensino, pesquisa e extensão. A estratégica localização na tríplice fronteira e a proximidade com o Rio Paranapanema ampliam o potencial para pesquisas interdisciplinares e cooperação entre estados.
A continuidade dos investimentos em infraestrutura, pesquisa aplicada e formação profissional orienta para um futuro promissor, com impactos positivos na sustentabilidade ambiental e na economia local. O modelo adotado pela unidade pode servir de referência para outras regiões que buscam integrar ciência e desenvolvimento social de forma equilibrada e eficiente.
Fonte: www.parana.pr.gov.br










