Um ano se passou desde o brutal assassinato de Nádia Aparecida Alves Lage, de 54 anos, esfaqueada na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A família da vítima, ainda em luto, clama por justiça e pela captura do principal suspeito: seu ex-marido, Eduardo Henrique Lage, de 56 anos, que permanece foragido. A dor da perda se intensifica com a sensação de impunidade, enquanto o assassino permanece à solta.
Sarah Alves, filha do casal, expressou ao DIA a angústia da família e a esperança de que Eduardo seja finalmente preso. “Acredito que possam encontrar ele, mas torcemos para que ele seja preso e continue, porque hoje em dia muitos assassinos são soltos”, declarou, refletindo o medo de que o crime fique sem a devida punição. A ausência de Nádia, que deixou outros dois filhos, é sentida profundamente, especialmente pelo filho adolescente que dependia dela para o sustento e a criação.
Nádia, que trabalhava como empregada doméstica, era descrita pela família como uma mulher forte e dedicada. “Se um dia eu tiver metade da força que a Nádia tinha, eu vou me tornar tão feliz… Ela era um ser humano de luz, ajudava mesmo os que a perseguiam”, lamentou Sarah, enfatizando a generosidade e a resiliência da mãe. A lembrança de sua força e bondade contrasta com a brutalidade do crime que a vitimou, aumentando a revolta e a busca por justiça.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) informou que as diligências para localizar Eduardo Henrique Lage continuam em andamento. As investigações prosseguem, mas a demora na captura do suspeito agrava a dor da família e a sensação de que a justiça tarda a ser feita. A esperança é que as autoridades intensifiquem os esforços para levar o responsável pelo crime à justiça e dar algum conforto àqueles que perderam Nádia de forma tão trágica.
O crime ocorreu na Avenida do Pepê, após o término de um relacionamento de quase 30 anos entre Nádia e Eduardo. Sarah revelou que o pai chegou a confessar o assassinato por mensagem e que havia apresentado sinais de violência após a separação. Após o crime, Eduardo ainda roubou o celular da vítima e divulgou fotos íntimas dela, demonstrando a crueldade e o desprezo pela ex-companheira. Imagens de câmeras de segurança registraram um homem correndo da praia após o crime, identificado pela família como o suspeito, Eduardo Henrique Lage.
Fonte: http://odia.ig.com.br










