Último processo criminal contra Trump é arquivado por juiz da Geórgia


A decisão encerra as tentativas de responsabilizar o ex-presidente por suas ações após a eleição de 2020

Último processo criminal contra Trump é arquivado por juiz da Geórgia
Trump teve seu último processo criminal arquivado por um juiz na Geórgia. Foto: AFP — Foto: s via AFP

Juiz arquiva último processo criminal contra Trump, encerrando ações por tentativas de reverter a eleição de 2020.

Último processo criminal contra Trump é arquivado

Um juiz no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, decidiu arquivar o último processo criminal pendente contra o ex-presidente Donald Trump nesta quarta-feira (26). Esta ação encerra todas as tentativas de responsabilizá-lo criminalmente pelas suas ações após a eleição de 2020, que culminou na vitória de Joe Biden.

Contexto do processo e suas implicações

O processo em questão tratava da pressão que Trump exerceu sobre o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, em uma tentativa de mudar o resultado da eleição. A acusação original, apresentada pela promotora Fani Willis, foi considerada uma das ameaças judiciais mais sérias enfrentadas por Trump, uma vez que condenações criminais estaduais não estão sujeitas a perdões presidenciais. A moção para arquivamento foi apresentada por Pete Skandalakis, diretor-executivo do conselho de promotores do estado, que argumentou que não havia base legal consistente para prosseguir com o caso.

A decisão do juiz e suas razões

Skandalakis, que possui uma carreira política como promotor, questionou a validade das acusações, afirmando que “não é ilegal questionar ou contestar resultados eleitorais”. Ele enfatizou que a ideia de processar um presidente em exercício seria impraticável e que levar o caso a um júri em 2029 ou 2030 seria um desafio sem precedentes. Segundo ele, os cidadãos da Geórgia não seriam bem servidos ao prolongar um processo dessa natureza por tantos anos.

A história por trás da ficha criminal

A acusação contra Trump foi um marco na história da presidência americana, especialmente porque resultou na fotografia de sua ficha criminal, que se tornou um símbolo de sua resistência e é usada em materiais de campanha. Trump, que não ocupava cargo público na época do processo, utilizou a imagem como um estandarte de desafio e resistência. A investigação começou após uma ligação de Trump a Raffensperger, onde ele pediu para “encontrar” votos suficientes para reverter sua derrota.

Consequências e reações

Após o arquivamento, Trump e seus aliados, que enfrentam processos relacionados a organização criminosa, continuam a se envolver em batalhas legais. A decisão do juiz foi vista como uma vitória para Trump, que alegou que as ações contra ele eram motivadas por interesses políticos. A promotora Fani Willis, que iniciou a investigação, enfrentou ameaças e violência direcionadas a ela e ao seu escritório, o que a levou a ficar temporariamente afastada de sua casa.

O futuro das investigações

Embora este processo tenha sido arquivado, outras investigações continuam. O Departamento de Justiça sob Trump já está analisando as ações de Willis, e mais desdobramentos legais podem ocorrer. Skandalakis concluiu que a decisão de arquivar o caso foi baseada em sua interpretação da lei e não influenciada por agendas políticas, destacando a complexidade do cenário legal envolvendo Trump.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: s via AFP


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