Presidente americano mantém tom duro e alerta para ataques estratégicos caso acordo fracasse

Apesar de mencionar 'conversas muito boas' com o Irã, Trump reforça ameaça de destruir instalações nucleares iranianas, incluindo a Montanha Pickaxe, caso não haja acordo.
WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um discurso de pressão máxima contra o Irã nesta terça-feira (28), mesmo após citar ‘conversas muito boas’ com Teerã. Em entrevista à Fox News, Trump deixou claro que a negociação é um jogo de soma zero: ou o Irã fecha um acordo que satisfaça Washington, ou será alvo de ataques decisivos, incluindo a destruição da chamada Montanha Pickaxe, uma instalação nuclear subterrânea estrategicamente vital.
Trump disse estar disposto a evitar atacar pontes e usinas de energia iranianas, mas não titubeou ao reiterar que não permitirá que o Irã continue a ‘quebrar acordos’. “É um equilíbrio muito delicado. Estamos em uma posição forte, e eles sabem que agirei se não fecharem o acordo”, afirmou.
Pouco antes da entrevista, Trump anunciou que receberá o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na Casa Branca, em encontro tenso no contexto das guerras na Ucrânia e do aumento das hostilidades contra o Irã. Netanyahu deve pressionar Trump sobre ações em Pickaxe, local crítico para o programa nuclear iraniano.
Embora tenha minimizado a necessidade de ser informado por Netanyahu, Trump admitiu estar a par dos detalhes da Montanha Pickaxe e reforçou que, se o Irã não aceitar os termos exigidos, “destruiremos a instalação com facilidade”.
Pressão e Intimidação no Tabuleiro Internacional
O episódio evidencia a estratégia norte-americana de combinar negociações diplomáticas com ameaças explícitas para forçar o Irã a um acordo que limite seu programa nuclear. A postura dura de Trump sinaliza que, apesar de conversas consideradas ‘positivas’, a tolerância dos EUA está no limite, e qualquer passo em falso pode desencadear uma escalada militar.
Consequências Políticas e Geopolíticas
O encontro com Netanyahu reforça os vínculos estratégicos entre EUA e Israel, enquanto o mundo observa preocupado os desdobramentos na região. A insistência em manter o discurso de ameaça expõe o desgaste nas instituições multilaterais e pode comprometer canais diplomáticos, deixando a política externa americana ainda mais tensa e imprevisível.









