Presidente utiliza a ocasião para criticar rivais políticos durante a tradicional cerimônia de perdão.

Trump usa o Dia de Ação de Graças para criticar democratas, comparando-os a perus perdoados durante a cerimônia anual.
Trump e a tradição do perdão de perus no Dia de Ação de Graças
No Dia de Ação de Graças, celebrado nos Estados Unidos no dia 25 de novembro de 2025, o presidente Donald Trump manteve a tradição de perdoar perus, escolhendo os nomes Gobble e Waddle para as aves. Durante a cerimônia, Trump fez comentários provocativos sobre seus adversários democratas, comparando-os aos perus que recebeu. Ele mencionou que gostaria de nomear os perus de Chuck e Nancy, em referência ao senador Chuck Schumer e à deputada Nancy Pelosi, ambos do Partido Democrata. Essa comparação ilustrativa reflete a rivalidade política intensa que caracteriza o atual cenário nos EUA.
A tradição do perdão presidencial
Desde 1947, o Dia de Ação de Graças nos EUA é marcado pelo perdão de perus, uma prática que simboliza a gratidão e a compaixão. A Federação Nacional de Criadores de Peru apresenta ao governo um peru vivo e dois mortos anualmente. A tradição do perdão presidencial começou como uma piada durante a administração de Richard Nixon em 1973, que decidiu poupar um peru da ceia. A prática foi formalizada durante o governo de George H. W. Bush em 1989 e desde então é um evento anual.
Significado cultural e histórico
O Dia de Ação de Graças remete ao banquete realizado em 1621 pelos colonos da América após a sua primeira colheita. Embora existam mitos sobre presidentes anteriores que teriam perdoado perus, como Abraham Lincoln ou Harry Truman, essas histórias carecem de confirmação histórica. O perdão dos perus é mais do que uma simples formalidade; trata-se de um evento que reúne a nação em torno de valores como gratidão e reflexão sobre a história.
Trump e sua retórica política
Trump, ao fazer referência aos perus e zombar de seus rivais, reafirma seu estilo provocativo e confrontacional. Essa não é a primeira vez que ele utiliza a cerimônia para criticar democratas; em ocasiões anteriores, ele já havia aproveitado momentos de festividade para destacar suas divergências políticas. A última vez que Trump perdoou um peru foi em novembro de 2020, um evento que se tornou um dos poucos momentos em que ele apareceu publicamente após sua derrota para Joe Biden. Na ocasião, a cerimônia teve um caráter simbólico, refletindo a transição de poder em um clima de tensão política.
A continuidade da tradição sob Biden
No ano anterior, Joe Biden também seguiu a tradição, perdoando dois perus, Peach e Blossom, em uma homenagem a Delaware, seu estado natal. Essa continuidade nas tradições do Dia de Ação de Graças demonstra a importância cultural do evento, que transcende as rivalidades políticas, embora sempre exista um espaço para a retórica e o humor entre os líderes. O perdão dos perus serve, assim, como um microcosmo das dinâmicas políticas em jogo, simbolizando tanto a gratidão quanto a rivalidade presente na política americana.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Jonathan Ernst/Reuters










