Presidente dos EUA pressiona Teerã a fechar acordo nuclear e alerta para possível destruição de pontes em caso de rejeição

Donald Trump pressiona Irã para fechar acordo nuclear, ameaça ação militar e declara que EUA "terminarão o trabalho" caso negociações fracassem.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou claro que a paciência americana está no limite: sem um acordo nuclear firmado com o Irã, os EUA não hesitarão em tomar medidas militares para “terminar o trabalho”. Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que Teerã “essencialmente concordou” em não desenvolver armas nucleares, mas alertou que, caso as negociações fracassem, “em duas horas as principais pontes do Irã serão destruídas” — uma ameaça direta à infraestrutura estratégica do país.
Pressão Máxima e Retórica de Guerra
Trump reforçou a narrativa de que o Irã jamais terá permissão para possuir armas nucleares sob sua gestão, criticando os que antes permitiram que Teerã quebrasse acordos. O presidente destacou que os EUA poderiam agir rapidamente contra pontos estratégicos, como a montanha Pickaxe, e deixou claro que prefere evitar ataques a usinas de energia para não prejudicar a população, mas não descartou medidas duras caso seja necessário.
Aliança com Israel e Controle Regional
Em mais um gesto de alinhamento com aliados na região, Trump elogiou a participação do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, afirmando que “se eu não fosse presidente dos EUA, Israel não existiria hoje” — uma provocação que reforça a tensão geopolítica na região. Os dois líderes se reunirão na Casa Branca para discutir os próximos passos diante da crise.
Domínio do Estreito de Ormuz
Trump reiterou sua afirmação de que os EUA controlam o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o trânsito de petróleo, e que somente os navios autorizados por Washington podem passar. Essa declaração sublinha a postura firme dos EUA em manter a influência sobre rotas comerciais vitais, sob risco direto do Irã.
Política Comercial e Tarifas
Além das questões de segurança internacional, Trump defendeu sua política econômica, garantindo que as tarifas aplicadas não prejudicam a economia americana e foram decisivas para salvar empresas como a General Motors. Por fim, minimizou a importância do acordo USMCA, dando a entender que os EUA podem seguir sem renovar o tratado, contrastando com o interesse dos parceiros México e Canadá.
A entrevista de Trump expõe um cenário de alta tensão e risco de conflito, com um presidente disposto a usar força e pressionar aliados para conter o avanço nuclear iraniano, enquanto mantém firme controle regional e políticas econômicas agressivas.








