A Justiça do Acre determinou a interdição total da Unidade Penitenciária Feminina de Cruzeiro do Sul, levando à liberação de 10 detentas com o uso de tornozeleira eletrônica e à transferência de outras sete para o presídio Moacir Prado, em Tarauacá. O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) confirmou as ações, que ocorreram após inspeções que revelaram falhas estruturais no prédio, colocando em risco a segurança das internas e dos servidores. A decisão judicial exige um plano emergencial para a reforma da unidade.

Após a interdição do presídio feminino de Cruzeiro do Sul, 10 detentas foram liberadas e outras sete transferidas para Tarauacá.
Na última quarta-feira (17), a Justiça do Acre determinou a interdição total da Unidade Penitenciária Feminina de Cruzeiro do Sul, resultando na liberação de 10 detentas com o uso de tornozeleira eletrônica e na transferência de outras sete para o presídio Moacir Prado, em Tarauacá. O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) confirmou as ações, que foram motivadas por questões de segurança.
Condições do presídio
Laudos técnicos indicaram que as más condições estruturais da unidade colocavam em risco a vida das internas e dos servidores. Na última segunda (15), o Ministério Público do Acre (MP-AC) havia ingressado com uma ação civil pública pedindo a interdição imediata da unidade. O presídio, que abrigava 17 detentas, agora está sem nenhuma apenada.
Ações e responsabilidades
O Iapen-AC informou que apenas cumpre a decisão judicial e que o judiciário é responsável por determinar quem deve ser monitorado eletronicamente ou permanecer preso. A decisão exige que o Instituto apresente, em até 15 dias, um plano emergencial com medidas para reduzir os riscos e um cronograma para a reforma ou substituição da unidade.
Futuro do presídio
O local deve passar por reformas, mas a data para início das obras ainda não foi definida. A direção do presídio informou que já há técnicos avaliando a estrutura e que uma nova equipe deve iniciar os reparos. A situação continua sendo monitorada pelas autoridades competentes, que buscam garantir a segurança e a dignidade das internas.










