A colisão entre a Terra e Theia há 4,5 bilhões de anos criou a Lua e influenciou o clima planetário, segundo novas análises científicas

O impacto gigante de Theia com a Terra há bilhões de anos foi crucial para a formação da Lua e a estabilidade climática do planeta.
A importância do Theia impacto gigante para a formação da Lua e estabilidade da Terra
A hipótese do Theia impacto gigante, que remonta a uma colisão ocorrida há 4,5 bilhões de anos entre a Terra jovem e um planeta do tamanho de Marte chamado Theia, é fundamental para explicar a origem da Lua. Esta teoria destaca como fragmentos expelidos durante o impacto se aglomeraram para formar nosso satélite natural permanente. Thorsten Kleine, planetólogo do Instituto Max Planck de Pesquisa do Sistema Solar, explica que essa colisão desempenhou papel decisivo na estabilidade climática da Terra, criando condições favoráveis para o desenvolvimento da vida.
Evidências químicas que reforçam a hipótese do impacto gigante entre a Terra e Theia
Pesquisas recentes publicadas na revista Science analisaram a composição química de amostras terrestres e lunares, reforçando a noção de que Theia e a Terra eram vizinhos semelhantes no Sistema Solar primitivo. Raman Prinja, astrônomo do Universe College London, destaca que as rochas trazidas pelas missões Apollo apresentaram semelhanças químicas notáveis, sugerindo uma origem compartilhada. O calor extremo observado nessas amostras indica que a Lua se formou em estado líquido, resultado da energia liberada na colisão colossal.
Histórico das teorias sobre a origem da Lua antes da confirmação do impacto gigante
Antes da chegada dos astronautas à Lua em 1969, existiam três teorias principais sobre sua origem: a teoria da fissão, que supunha que a Terra ejetou uma parte de si; a teoria da captura, que propunha que a Lua se formou em outro local e foi capturada pela gravidade terrestre; e a da coformação, sugerindo que Terra e Lua se formaram lado a lado. Contudo, as amostras coletadas pelas missões Apollo levaram os cientistas a reconsiderar e fortalecer a hipótese do impacto gigante como a explicação mais consistente.
O mistério do destino de Theia após o impacto e sua relação com a Terra e a Lua
Apesar da importância de Theia, seu destino permanece obscuro. Ao contrário de asteroides conhecidos que deixaram grandes crateras, não há vestígios claros de Theia. Kleine destaca que, por ter cerca de 10% da massa da Terra, ele teria sido fragmentado e parcialmente absorvido pelo planeta. Parte desse material pode estar presente tanto na Terra quanto na Lua. A similaridade química entre ambos dificulta distinguir a assinatura específica de Theia, especialmente considerando sua formação na mesma região do Sistema Solar.
Novas missões e expectativas para desvendar mais sobre a história da Terra, Theia e da Lua
O entusiasmo científico se mantém elevado com as missões Artemis da Nasa, que pretendem explorar regiões inéditas da Lua, como o Polo Sul, e coletar novas amostras. Sarah Valencia, geóloga lunar da Nasa, ressalta que as amostras trazidas pelas missões Apollo limitaram-se a uma área pequena da superfície lunar e que o potencial para descobertas é vasto. O avanço tecnológico em modelagem computacional e análise química continuará a esclarecer a complexa história da formação da Lua e a influência do impacto gigantesco de Theia sobre a Terra.
Fonte: www1.folha.uol.com.br










