Mato Grosso do Sul foi palco de uma intensa atividade elétrica na última quinta-feira (2), com impressionantes 22.745 descargas atmosféricas registradas pelo NetClima. O retorno da chuva, embora bem-vindo para aliviar o calor, veio acompanhado de uma torrente de raios que colocou o estado em alerta.
Campo Grande concentrou grande parte dessa atividade, contabilizando 4.516 raios, o que equivale a uma média de mil descargas por hora. O volume de raios reforça o alerta emitido pelo Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), vinculado ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que já posiciona Mato Grosso do Sul entre os estados com maior incidência de raios no país.
A instabilidade climática também provocou uma queda abrupta de temperatura, com os termômetros recuando cerca de 4°C em menos de duas horas, conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Moradores do Bairro Nova Campo Grande relataram a ocorrência de chuva de granizo, um fenômeno que, embora passageiro, intensificou a sensação de risco.
O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) explica que a tempestade foi resultado de uma combinação de fatores, incluindo o avanço de cavados, o intenso fluxo de calor e umidade da Amazônia e a presença de uma área de baixa pressão atmosférica no Paraguai. Essa combinação criou um cenário ideal para a formação de nuvens carregadas e descargas elétricas.
Diante da situação, a concessionária Energisa emitiu um alerta à população, recomendando que evitem o uso de aparelhos conectados à rede elétrica, mantenham distância de janelas e portas metálicas e não procurem abrigo sob árvores ou em áreas abertas. “Mantemos monitoramento em tempo real e planos de contingência para reduzir impactos no fornecimento de energia”, informou a empresa em nota à imprensa.










