Parceria visa desenvolver vacinas contra raiva humana e varicela no Brasil

Tecpar e Sinovac começam a produção de vacinas contra raiva e varicela para o SUS no Paraná.
Tecpar e Sinovac iniciam projetos de vacinas para o SUS no Paraná
Na última terça-feira (25), um dia após a formalização do contrato com o Ministério da Saúde, o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) e a biofarmacêutica chinesa Sinovac deram início ao projeto para a produção de vacinas contra a raiva humana e varicela. Esta parceria é uma importante iniciativa no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), visando fortalecer a saúde pública brasileira.
O contrato foi assinado durante uma reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Geceis) em São Paulo, na presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. O projeto prevê a produção de vacinas antirrábicas humanas em Maringá, onde a infraestrutura do Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar já está em fase de execução, com 50% das obras concluídas e previsão de término até 2026.
Eduardo Marafon, diretor-presidente do Tecpar, destacou a importância desta parceria: “O Tecpar será o único fornecedor das vacinas contra varicela e raiva humana no Brasil. Esta é uma grande oportunidade para reafirmar o papel do instituto como laboratório público oficial”. A reunião teve como objetivo conectar as equipes brasileiras e chinesas, iniciando as avaliações dos prazos de transferência de tecnologia e o plano de trabalho que será apresentado ao Ministério da Saúde no início do próximo ano.
Dimas Covas, cientista-chefe da Sinovac, enfatizou a relevância da parceria, afirmando que o objetivo é acelerar o planejamento para disponibilizar os produtos da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) ao público. Ele ressaltou que a colaboração é crucial, especialmente em tempos em que o mundo enfrenta escassez de vacinas.
O projeto de PDP é uma política pública que busca a transferência de tecnologia de laboratórios privados para um laboratório público, permitindo a produção de medicamentos no Brasil. O Ministério da Saúde atuará como regulador e comprador do medicamento, enquanto o Tecpar funcionará como a incubadora da tecnologia. As empresas parceiras, como a Sinovac e a Eurofarma, são responsáveis por fornecer os produtos até que a transferência de tecnologia esteja completa.
A PDP se desenvolve em várias fases, incluindo desenvolvimento, transferência e absorção de tecnologia, além da capacitação produtiva. Após a aprovação do projeto, o laboratório público e os parceiros privados iniciarão o fornecimento do produto fabricado pelo laboratório farmacêutico privado, enquanto o processo de transferência de tecnologia ocorrerá simultaneamente.
A expectativa é que, após uma década, o Ministério da Saúde avalie a efetividade da transferência de tecnologia e mantenha a aquisição dos produtos diretamente do laboratório público. Com essa iniciativa, o Brasil dá um passo importante em direção à autossuficiência na produção de vacinas essenciais para a saúde da população.
Fonte: tnonline.uol.com.br
Fonte: Agência










