Técnicos Italianos de Futebol Exigem Suspensão de Israel da Fifa em Protesto Contra a Guerra em Gaza

A Associação Italiana de Técnicos de Futebol (AIAC) intensificou a pressão sobre a Fifa e a Uefa, solicitando formalmente a suspensão de Israel de todas as competições internacionais. A ação, motivada pelo conflito em Gaza, visa chamar a atenção para o que a associação descreve como “massacres diários” e suas consequências devastadoras.

Em uma carta direcionada à Federação Italiana de Futebol, a AIAC expressa a necessidade urgente de uma ação por parte dos órgãos dirigentes do futebol. O pedido formal busca levar a Uefa e a Fifa a considerarem a exclusão temporária de Israel das competições esportivas, em resposta à escalada da violência.

“O Conselho Diretor da AIAC acredita unanimemente que, dados os massacres diários, que também resultaram em centenas de mortes entre dirigentes, técnicos e atletas… é legítimo, necessário, na verdade um dever, colocar no centro das negociações da federação o pedido de exclusão temporária de Israel”, afirma a carta, enfatizando a gravidade da situação.

O momento da solicitação coincide com a proximidade dos jogos da Itália contra Israel pelas eliminatórias da Copa do Mundo, agendados para setembro e outubro. A primeira partida será realizada em campo neutro, na Hungria, seguida pelo confronto em solo italiano. “Poderíamos nos concentrar em atuar, ignorando o jogo. Mas acreditamos que isso não está certo”, declarou Giancarlo Camolese, vice-presidente da AIAC, justificando a iniciativa.

A tensão em torno dos confrontos entre as seleções não é nova. Em outubro do ano passado, o jogo entre Itália e Israel pela Liga das Nações, realizado em Údine, já havia sido marcado por protestos e um esquema de segurança reforçado. A AIAC reforça que a situação em Gaza se deteriorou significativamente desde então. “O mundo está em chamas. Muitas pessoas como os palestinos estão sofrendo”, concluiu Francesco Perondi, também vice-presidente da AIAC, ressaltando a inaceitabilidade da indiferença diante do sofrimento humano.

Fonte: http://www.oliberal.com