Mercado reage às metas fiscais e à política monetária nos EUA

As taxas de juros futuros caíram após a fala do ministro Haddad e expectativas de corte de juros pelo Fed.
As taxas de juros futuros, especificamente as taxas dos DIs, apresentaram queda significativa nesta terça-feira. A mudança ocorreu após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmar o compromisso do governo com as metas fiscais. Além disso, a expectativa de um corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve também influenciou o mercado.
Impacto da fala de Haddad nas taxas de juros
Após a fala de Haddad, observou-se uma diminuição nas taxas mais longas. Por exemplo, a taxa do DI para janeiro de 2027 caiu para 13,955%, enquanto a de janeiro de 2028 foi ajustada para 13,19%. Este movimento foi corroborado pela queda do dólar, que se aproximou da marca de R$5,30, refletindo um ambiente mais favorável para as operações financeiras.
Metas fiscais e cenário de emprego
O ministro destacou que as metas de resultado primário foram estabelecidas em déficit zero para 2025 e superávit de 0,25% do PIB para 2026. Ademais, o IBGE informou que o Brasil atingiu a menor taxa de desemprego desde 2012, com 5,6% no trimestre encerrado em julho. Esses dados positivos, porém, foram ofuscados pela fala de Haddad, que enfatizou a disciplina fiscal como prioridade.
Expectativas de corte de juros pelo Fed
A expectativa de que o Federal Reserve anuncie um corte de juros na sua próxima reunião também está moldando as expectativas do mercado. Os analistas estão observando atentamente como a comunicação do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil irá se comportar, especialmente com a Selic mantida em 15%.
Com a valorização do real e a queda nas expectativas de inflação, alguns economistas começam a projetar um possível início da flexibilização monetária já em dezembro, embora a maioria ainda considere que a postura conservadora será mantida. A movimentação dos investidores estrangeiros, que atuaram na venda de dólares e aplicaram em DIs, também contribuiu para a queda das taxas.
Notícia feita com informações do portal: www.infomoney.com.br










