O governo japonês revisou drasticamente sua projeção de crescimento econômico para o ano fiscal corrente, refletindo o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos e a persistente inflação no país. A nova estimativa, divulgada nesta quinta-feira (7), sinaliza um arrefecimento na recuperação econômica, com o consumo privado sendo particularmente afetado.
As tarifas americanas, segundo o governo japonês, tendem a reduzir os investimentos das empresas, impactando um dos principais motores do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A previsão de crescimento do PIB ajustado pela inflação para o ano fiscal que se encerra em março de 2026 foi reduzida para 0,7%, ante os 1,2% projetados em janeiro.
Embora a nova previsão ainda supere as estimativas do setor privado, que apontam para uma expansão de 0,5%, ela explicita a preocupação com o efeito das tarifas sobre a competitividade das empresas japonesas. Como consequência, espera-se uma diminuição nas exportações, tradicionalmente um pilar da economia do Japão.
Além disso, a inflação persistente continua a corroer o poder de compra das famílias, pressionando o consumo privado, que representa mais da metade da atividade econômica japonesa. Membros do conselho econômico do governo alertaram que uma aceleração da inflação poderia agravar ainda mais a situação.
Diante desse cenário, os membros do conselho econômico enfatizaram a importância de o Banco do Japão manter o foco na estabilidade de preços. “O Banco do Japão deve prosseguir com sua missão de estabilidade de preços e cumprir de forma sustentável e estável sua meta de inflação de 2%”, afirmaram os membros do conselho. Para o próximo ano fiscal, o governo projeta uma ligeira melhora, com crescimento de 0,9%, impulsionado pelo aumento dos salários e consequente estímulo ao consumo privado.
Fonte: http://www.cnnbrasil.com.br





