Governador paulista defende medidas mais rigorosas contra facções

Tarcísio de Freitas defende que o PCC seja classificado como grupo terrorista para endurecer penas e reduzir a influência do crime organizado.
Em Mirandópolis (SP), no sábado (1º de novembro de 2025), o governador paulista Tarcísio de Freitas defendeu que o PCC (Primeiro Comando da Capital) seja classificado como um grupo terrorista. Segundo ele, essa medida é necessária para endurecer as punições e reduzir a influência das facções criminosas no Estado.
Justificativas para a proposta
Tarcísio citou os ataques de maio de 2006, nos quais o PCC realizou uma série de ações contra forças de segurança pública, resultando na morte de 154 pessoas, incluindo policiais e bombeiros. “Um grupo que coloca barricadas na entrada de comunidades, que impõe o terror e queima ônibus, deve ser classificado como terrorista”, afirmou.
Impacto esperado
Para o governador, o enquadramento do PCC como terrorista facilitaria o endurecimento jurídico das penas, restringindo benefícios como progressão de regime, indulto e saídas temporárias. Tarcísio ressaltou que o Brasil precisa “aumentar o custo do crime”, destacando que a população não deve ser escravizada pelo crime organizado.
Contexto da discussão
Desde o início de seu mandato, Tarcísio tem defendido a aplicação de uma legislação penal mais rigorosa e o uso intensificado das forças de segurança estaduais. A discussão sobre a classificação do PCC ganhou força após uma megaoperação policial contra o CV (Comando Vermelho) no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, sendo considerada uma das mais letais da história do Brasil.










