Tarcísio lança plano bilionário para desenvolver bairros entre São Paulo e Campinas


Projeto Novas Centralidades visa criar moradias e infraestrutura ao longo do eixo ferroviário que liga as regiões metropolitanas

Tarcísio lança plano bilionário para desenvolver bairros entre São Paulo e Campinas
Plano prevê investimento em moradia e infraestrutura próximas a estações ferroviárias. Foto: Divulgação B3

Governador Tarcísio apresenta plano bilionário para estruturar bairros próximos a estações entre São Paulo e Campinas, incluindo 23 mil moradias.

Confira a programação do plano Novas Centralidades

São Paulo (Água Branca): Desenvolvimento da centralidade urbana na estação principal do eixo norte do Trem Intercidades.
Campinas: Construção de até 2.000 moradias, integrando áreas de requalificação urbana.
Jundiaí: Meta de 2.000 unidades habitacionais próximas à estação ferroviária.
Valinhos, Vinhedo e Louveira: Aproximadamente 1.000 moradias em cada município, focando ocupação de terrenos centrais.
Franco da Rocha: Projeto para 2.000 moradias considerando riscos geológicos elevados.
Perus: Desenvolvimento de 1.500 unidades em áreas com necessidade de intervenção urbana.
Mauá: Construção de 2.000 moradias com plano de macrodrenagem incluindo quatro piscinões.
Piqueri: Plano para 1.500 unidades habitacionais.
Jurubatuba: Desenvolvimento de 1.500 unidades com restrições ambientais para preservação de mananciais.
Varginha: Projeto para 2.000 moradias sob normas de proteção ambiental.
Jardim Romano: Urbanização de várzeas do rio Tietê com 2.000 moradias e sistemas de saneamento.
Santa Marina: Construção de 1.500 unidades na futura estação da linha 6-laranja do metrô, dentro da Operação Urbana Água Branca.

Detalhes do plano bilionário para desenvolver bairros entre São Paulo e Campinas

O plano bilionário para desenvolver bairros nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas foi anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas nesta quarta-feira (4). O projeto Novas Centralidades engloba a construção de 23 mil unidades habitacionais próximas às estações do metrô e CPTM, além de integrar o eixo norte do Trem Intercidades (TIC), que deve entrar em operação em 2031. Segundo o secretário estadual Marcelo Branco, o investimento total previsto ultrapassa R$ 20 bilhões, com mais de R$ 4,3 bilhões destinados exclusivamente à habitação social.

Modelo financeiro e impacto na gestão urbana

A gestão adotará o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) para viabilizar os investimentos, permitindo que grupos empresariais assumam custos totais ou parciais da construção e da gestão dos empreendimentos em troca da exploração econômica dos imóveis. Essa estratégia visa reduzir o aporte direto do Estado, conforme explica o secretário Marcelo Branco. Além disso, o projeto representa uma mudança na atuação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, que passa a colaborar no planejamento urbano municipal, não se limitando à produção habitacional.

Estrutura das novas centralidades e serviços previstos

Cada uma das 14 estações contempladas receberá, além das moradias, equipamentos públicos como escolas e creches, e empreendimentos privados, incluindo supermercados e edifícios corporativos. O conceito adotado busca criar áreas com autonomia econômica, reduzindo a necessidade de deslocamentos diários. O modelo inspirado no bairro do Macuco, em Santos, prevê fachadas ativas com comércio no térreo, serviços públicos descentralizados e oferta de cursos profissionalizantes. Também estão previstas instalações institucionais, como sedes do Ministério Público e Defensoria Pública, além de moradias para idosos.

Critérios para desenvolvimento e desafios regionais

As novas centralidades serão estruturadas prioritariamente em um raio de 1 km ao redor das estações ferroviárias, com preferência para projetos mais próximos dos pontos de parada. Em caso de empate na proximidade, serão considerados desempates baseados na quantidade de unidades habitacionais ofertadas e na qualidade da acessibilidade e mobilidade. O plano enfrenta desafios variados, como riscos geológicos em Franco da Rocha e ocupação em áreas de preservação ambiental em Jurubatuba e Varginha. A proposta inclui intervenções urbanas específicas para garantir a segurança e sustentabilidade, como macrodrenagem em Mauá e saneamento em Jardim Romano.

Este ambicioso plano bilionário para desenvolver bairros busca transformar o eixo ferroviário entre São Paulo e Campinas em um corredor urbano integrado, com impacto significativo na infraestrutura, habitação e qualidade de vida da população das regiões metropolitanas.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Divulgação B3


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