O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aproveitou o UBS Wealth Management Latam Summit, realizado nesta quarta-feira, para defender a privatização da Sabesp e tecer críticas à esquerda. Em sua apresentação, o governador argumentou que a privatização permite que os cidadãos participem dos resultados da empresa através de tarifas mais acessíveis. Para Tarcísio, essa iniciativa seria impensável sob um governo de orientação progressista.
“É o único caso em que o cidadão participa do resultado de uma empresa na forma de modicidade tarifária. Interessante, né? Quem faz isso não é a esquerda. É a direita”, afirmou Tarcísio, ressaltando a importância da gestão fiscal responsável para o bem-estar da população. Ele também minimizou a resistência à privatização, classificando os opositores como uma “turma atrasada” e lembrando que o governo enfrentou diversas ações judiciais contra a desestatização.
De acordo com o governador, o governo paulista se preparou para superar as contestações, e o novo modelo de gestão da Sabesp permitirá a universalização da coleta e tratamento de esgoto, inclusive em áreas informais e favelas. Tarcísio destacou ainda que pesquisas internas do governo indicam aprovação popular à privatização, resultado de uma estratégia que envolve tarifa social e descontos.
Para evitar aumentos tarifários, o Estado optou por reinvestir integralmente seus dividendos na Sabesp, mantendo-se como acionista. “Isso permite segurar o aumento tarifário sem prejuízo ao parceiro privado, que continua recebendo o rendimento esperado”, explicou Tarcísio, garantindo que a curva de tarifas permanecerá abaixo da projeção original, ao mesmo tempo em que o volume de investimentos aumenta.
O governador também abordou o programa de privatizações e concessões do estado, que já soma R$ 380 bilhões em investimentos contratados e a extinção, liquidação ou privatização de oito estatais. Tarcísio defendeu a necessidade de São Paulo se preparar para um “salto” de desenvolvimento, e enfatizou o papel do setor privado na gestão eficiente de recursos. “O Estado tem que ser regulador. O que a gente puder passar para o privado, vamos passar, porque vai dar resultado.”
Além disso, Tarcísio mencionou as rodadas de transação tributária, que resultaram em quase R$ 64 bilhões em acordos e garantem um fluxo financeiro estimado entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões por ano para os cofres públicos. Em contraponto ao governo federal, Tarcísio criticou a postura em relação ao combate ao crime organizado, defendendo penas mais severas e classificando o tráfico como um problema grave que precisa ser enfrentado com rigor.










