Experiência de transplante no Brasil

Após contrair dengue, embaixadora britânica teve insuficiência hepática e recebeu transplante pelo SUS.
Cidade, data — A embaixadora britânica Stephanie Al-Qaq, 49, teve sua vida salva após receber um transplante de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A diplomata contraiu dengue durante uma viagem em família e, em poucos dias, desenvolveu insuficiência hepática fulminante, uma condição rara que pode ser fatal.
A gravidade do quadro
Inicialmente, a dengue parecia comum, mas rapidamente evoluiu para uma complicação severa. O cardiologista Antônio Aurélio, que tratou Al-Qaq, destacou que em 48 horas o quadro se agravou. Com a falência do fígado, a embaixadora foi colocada em uma máquina de hemodiálise contínua. A situação se tornou crítica, com a necessidade urgente de um transplante.
Processo de transplante no Brasil
O sistema brasileiro de transplantes prioriza pacientes em estado crítico. Al-Qaq, devido à sua condição, entrou automaticamente na lista de prioridade nacional. Após cinco dias de espera, um fígado compatível foi encontrado, e a cirurgia foi um sucesso. Al-Qaq afirmou que recebeu cuidados excepcionais no Brasil, desmistificando a percepção negativa que alguns têm sobre o SUS.
Comparação com o sistema britânico
A embaixadora fez uma comparação entre os sistemas de saúde do Brasil e do Reino Unido, ressaltando que ambos têm suas falhas, mas são cruciais para a população. Ela enfatizou a importância da doação de órgãos e o impacto positivo que o SUS teve em sua vida, agradecendo a todos que tornaram possível sua segunda chance.
A experiência de Al-Qaq ilustra não apenas a eficiência do SUS, mas também a vital importância da solidariedade e da doação de órgãos para salvar vidas.










