Governador afastado tenta reverter decisão em meio a investigações

O STF negou o pedido de habeas corpus de Wanderlei Barbosa, afastado por suposto desvio de recursos públicos.
O governador Wanderlei Barbosa, afastado do cargo pelo prazo de 180 dias, teve o pedido de habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (10). O pedido foi feito pela defesa na tentativa de fazê-lo retornar ao governo, após ser afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) durante a operação Fames-19, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos na compra de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19 no Tocantins.
O que motivou o afastamento?
O afastamento foi determinado pelo STJ no dia 3 de setembro. Wanderlei alegou em seu pedido que não existe corrupção sistêmica, que os fatos são antigos e se referem ao governo anterior, e que não há provas que justifiquem seu afastamento. A decisão do STF foi publicada sem análise do mérito, indicando que as exigências legais não foram cumpridas.
Consequências da operação Fames-19
A operação Fames-19 investiga crimes como peculato e lavagem de dinheiro, com mais de 200 policiais executando 51 mandados de busca em diferentes estados. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos seja superior a R$ 73 milhões. A primeira-dama e outros envolvidos também foram afastados, e a Polícia Federal investiga o uso de verbas destinadas à compra de cestas básicas para outros fins.
Reação de Wanderlei Barbosa
Wanderlei Barbosa afirmou que a decisão de seu afastamento é precipitada e se comprometeu a se defender, ressaltando que a investigação ainda está em andamento. Ele também mencionou que a Procuradoria-Geral do Estado instaurou auditoria sobre os contratos mencionados. A defesa de Barbosa não se manifestou após a negativa do STF, e a situação continua a gerar reações no cenário político local.










