Suicídio de familiar aumenta risco de morte por suicídio entre coabitantes


Estudo revela que coabitantes têm 4,42 vezes mais chances de falecer pelo mesmo motivo após o suicídio de um familiar

Suicídio de familiar aumenta risco de morte por suicídio entre coabitantes
Imagem ilustrativa. Foto: Mônica Bergamo

Estudo aponta que suicídio de familiar aumenta em quatro vezes o risco de morte por suicídio entre coabitantes.

Aumento do risco de suicídio entre coabitantes

Um estudo realizado pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) revelou que o suicídio de um familiar aumenta em 4,42 vezes o risco de que pessoas que moravam na mesma casa venham a cometer suicídio. Essa pesquisa, que analisa dados entre 2001 e 2018, será publicada na revista Jama Network Open. A investigação coletou dados da Coorte de 100 Milhões de Brasileiros, uma base de dados vinculada ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

Dados alarmantes sobre suicídio

Durante o período analisado, foram identificados 47.982 primeiros casos de suicídio dentro de famílias. A pesquisa destaca que 32% das mortes entre coabitantes ocorreram por qualquer causa, mas a taxa é alarmantemente maior quando se trata de suicídio. Flávia Alves, pesquisadora responsável pelo estudo, aponta que mais da metade dos suicídios em coabitantes ocorreu em até dois anos após o primeiro caso. Ela observa que os riscos aumentam quando o suicídio inicial é de uma pessoa jovem ou do sexo feminino, além de serem mais elevados entre aqueles que vivem em condições de moradia precárias.

Impactos e consequências

O levantamento também revela que 43,6% das mortes de familiares coabitantes por qualquer causa acontecem até dois anos após o primeiro suicídio. Este aumento da mortalidade pode estar relacionado a diversos fatores, incluindo estresse prolongado, adoecimento mental e dificuldades no acesso a cuidados de saúde. Os pesquisadores identificaram que a mortalidade não aumentou apenas por suicídio, mas também por causas externas e doenças crônicas, como câncer e problemas cardiovasculares.

Necessidade de estratégias de posvenção

Os achados do estudo reforçam a urgência em se implementar estratégias integradas de posvenção, que incluam acompanhamento do luto, suporte psicossocial e cuidados clínicos. Flávia Alves enfatiza que essas medidas são especialmente necessárias em contextos com menos recursos, com o objetivo de promover a equidade em saúde mental e prevenir mortes prematuras.

Conclusão e implicações para políticas públicas

Os dados obtidos no estudo são significativos não apenas para a comunidade científica, mas também para a formulação de políticas públicas. A pesquisa, que utiliza uma grande coorte populacional, fornece um poder estatístico suficiente para examinar a ocorrência e recorrência de suicídio entre membros familiares coabitantes, superando lacunas de estudos anteriores que contavam com amostras menores. Isso destaca a necessidade de ações concretas para ajudar aqueles que enfrentam a perda de um familiar por suicídio, visando a saúde mental e o bem-estar da sociedade como um todo.

Fonte: redir.folha.com.br

Fonte: Mônica Bergamo


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