O aguardado confronto entre o tetracampeão mundial de boxe, Popó Freitas, e o ícone do MMA, Wanderlei Silva, no Spaten Fight Night em São Paulo, culminou em um final caótico. A luta, que prometia ser um espetáculo de trocação, terminou em desclassificação, nocaute e uma briga generalizada que manchou o evento.
A confusão se instaurou após o árbitro decretar o fim da luta no quarto round, em virtude de repetidas infrações de Wanderlei. A decisão gerou revolta e culminou na invasão do ringue por membros das equipes dos lutadores. No meio do tumulto, Wanderlei Silva foi atingido e caiu desacordado.
O lutador, de 49 anos, precisou ser amparado por Fabricio Werdum e removido do local em uma ambulância, sendo encaminhado ao Hospital São Luiz. Apesar do susto, seu empresário informou que a hospitalização foi apenas por precaução, já que Wanderlei recobrou a consciência antes de sair do evento e recebeu alta após quatro horas sob observação.
A polêmica decisão do árbitro resultou de uma série de advertências a Wanderlei, culminando na desclassificação. O clímax ocorreu quando, no quarto round, após uma troca de golpes, Wanderlei aplicou uma cabeçada em Popó, resultando na perda de pontos e, posteriormente, no fim da luta.
Em nota oficial, a Spaten, patrocinadora do evento, manifestou seu descontentamento com os incidentes. “Acreditamos que o espírito esportivo e o respeito às regras devem sempre prevalecer. Reprovamos os eventos que ocorreram após o término da última luta, que não representam esses princípios”, declarou a empresa.
Ainda durante o evento, Popó, que já havia se desculpado, usou as redes sociais para criticar Fabrício Werdum, chamando-o de covarde. Enquanto a briga se desenrolava, o público presente se dividia entre espanto e incentivo à violência. O episódio levanta questões sobre a segurança e o controle em eventos de combate.
Fonte: http://agorarn.com.br










