Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindicato dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), negou a atuação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente Lula, durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada em 9 de outubro. Apesar de ter o direito de permanecer em silêncio, Souza Filho respondeu a uma pergunta do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmando que Frei Chico é vice-presidente do sindicato. A associação sindical recebeu R$ 154 milhões em repasses do INSS em 2024, segundo dados do Portal da Transparência.

Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindnapi, afirmou que Frei Chico, irmão de Lula, não atua no sindicato durante depoimento na CPMI do INSS.
Na CPMI do INSS, realizada em 9 de outubro, o presidente do Sindicato dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, abriu mão do direito de silêncio para responder ao questionamento sobre o irmão do presidente Lula (PT), José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico. O depoente, que foi alvo de perguntas do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que Frei Chico é vice-presidente do Sindnapi.
Direito ao silêncio
Durante a audiência, Souza Filho repetiu por várias vezes que permaneceria em silêncio, mas ao ser questionado sobre a atuação de Frei Chico, decidiu responder. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, havia concedido habeas corpus parcial a ele, garantindo o direito de não se autoincriminar. Essa questão levantou ânimos e gerou ironias entre os deputados presentes.
Números e indicadores do caso
De acordo com dados do Portal da Transparência, a associação sindical recebeu cerca de R$ 154 milhões em repasses do INSS, originários de descontos em 2024. Essa quantia coloca em evidência a relevância do Sindnapi no contexto das aposentadorias e pensões no Brasil.
Repercussões políticas
A audiência gerou reações diversas entre os parlamentares, com Pimenta ironizando ao afirmar: “Só falta investigar quem matou Odete Roitman”. Essa frase reflete a tensão e o clima de investigação que permeia as discussões sobre a atuação do sindicato e seus vínculos com o governo.





