Representação aponta uso de expressões que poderiam sugerir pedido de voto antes do período permitido por lei
O senador Sergio Moro (União Brasil) e o deputado estadual Mauro Moraes (União Brasil), são alvos de uma ação protocolada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que os acusa de suposta propaganda eleitoral antecipada nas redes sociais. A representação foi apresentada pelo MDB na última quarta-feira (11) e será analisada pelo desembargador Guilherme Denz.

Segundo o documento, que foi obtido na íntegra pelo Politiza, as publicações associadas aos perfis “@sergiomorogovernador.pr” e “@mauromoraesemoro.pr” nas redes sociais usariam expressões consideradas como “palavras mágicas”, linguagem que, de acordo com a argumentação, indicaria uma tentativa de influenciar o eleitorado antes do período autorizado por lei para a campanha.
Embora as postagens não contenham pedidos explícitos de voto, os advogados que assinam a ação, Luiz Gustavo de Andrade, Roosevelt Arraes, Marcela Senise de Oliveira Martins e Pedro de Oliveira Maschio Carboni, citam jurisprudência da própria Justiça Eleitoral que reconhece como irregular o uso de expressões com sentido equivalente ao pedido direto de voto. Entre os exemplos citados estão frases como “vai ser no primeiro turno”, “juntos, seguimos nessa jornada”, “nosso governador” e “hora de dar uma chance a Moro”.
A representação pede a retirada imediata dos perfis ou, ao menos, das publicações consideradas irregulares, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Os autores solicitam também que a plataforma Meta informe quem são os administradores das contas citadas, para que possam responder formalmente no processo.
Os advogados argumentam que as postagens gerariam “vantagem indevida” a Moro na corrida eleitoral ao governo do Paraná em 2026, ao se anteciparem ao calendário oficial da campanha e criarem, segundo a ação, um ambiente de disputa desleal com os demais pré-candidatos.
A peça ainda afirma que tanto Moro quanto Mauro Moraes teriam conhecimento das postagens, participando com curtidas, comentários e compartilhamentos, o que configuraria anuência ao conteúdo.
Procurado, o senador Sergio Moro negou envolvimento com os perfis e as postagens mencionadas na ação. “Não são meus perfis e nem as postagens. Não tenho responsabilidade sobre estas páginas apontadas na representação e tampouco por seu conteúdo”, afirmou.
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