Em 2025, mais de duas mil câmeras foram depredadas ou furtadas, afetando principalmente as zonas sul e leste da capital paulista

Em 2025, seis câmeras do Smart Sampa foram furtadas ou depredadas por dia em São Paulo, com maior incidência nas zonas sul e leste.
Panorama da depredação das câmeras do Smart Sampa em 2025
Em 2025, as câmeras do Smart Sampa sofreram uma média de seis furtos ou atos de vandalismo por dia em São Paulo, totalizando 2.210 registros ao longo do ano. As zonas sul e leste, as mais populosas da capital, lideraram os casos, com 669 e 589 equipamentos danificados, respectivamente. A região central, onde o programa teve início, registrou 211 ocorrências. Esse aumento mais que dobrou em relação a 2024, quando houve 1.033 notificações, incluindo 307 na zona sul.
Crescimento do programa e impacto no índice de vandalismo
O número de câmeras do Smart Sampa cresceu significativamente, passando de 21.310 equipamentos em funcionamento no final de 2024 para cerca de 40 mil em dezembro de 2025. Embora o número absoluto de depredações tenha aumentado, o percentual de equipamentos danificados caiu de 5,5% em 2024 para 4,8% em 2025. Essa relação sugere que, apesar da expansão da rede, os índices relativos de vandalismo apresentaram uma leve melhora.
Medidas adotadas para proteção e manutenção das câmeras
Para tentar coibir os ataques, a Prefeitura de São Paulo implementou proteções físicas, como ferros em formato conhecido como “chapéu chinês”, instalados em algumas câmeras. A Polícia Militar complementou essas ações com a colocação de espinhos metálicos e concertina, espécie de arame farpado, nos postes que sustentam os equipamentos. Ainda assim, episódios como o corte de um poste com câmera na região da favela Paraisópolis, zona sul, demonstram a persistência dos desafios.
Importância do Smart Sampa para a segurança pública municipal
O Smart Sampa é apontado pela gestão municipal como a principal ferramenta de segurança urbana. Segundo dados oficiais, o sistema ajudou na prisão de 2.833 foragidos, na detenção de 3.670 criminosos em flagrante e na localização de 173 pessoas desaparecidas. Essas ações destacam o papel estratégico das câmeras, mesmo diante dos frequentes ataques e da necessidade de manutenção contínua.
Distribuição das câmeras por regiões e relevância para o monitoramento
Atualmente, a zona oeste concentra o maior número de câmeras, com cerca de 11 mil equipamentos, seguida pelo centro com 9 mil câmeras. As zonas sul e leste possuem em torno de 8.500 câmeras cada, enquanto a zona norte conta com aproximadamente 3 mil dispositivos. Essa distribuição reflete a estratégia de abrangência do programa e a tentativa de monitorar áreas densamente povoadas e regiões consideradas mais críticas para a segurança pública.
Responsabilidade pela manutenção e futuro do programa
A Prefeitura de São Paulo informou que o consórcio responsável pela implementação do Smart Sampa arca com os custos de reparo e substituição de câmeras e postes, não gerando despesas adicionais para o município. O contrato com a empresa gestora da plataforma foi firmado no segundo semestre de 2023. O fortalecimento do programa, apesar dos obstáculos, segue como prioridade da administração do prefeito Ricardo Nunes para garantir maior segurança e monitoramento na capital paulista.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress










