Novos informes revelam dados detalhados sobre dengue, chikungunya, zika e febre oropouche em 2025 e início de 2026

Os boletins epidemiológicos da dengue indicam mais de 92 mil casos confirmados em 2025 no Paraná e destacam dados sobre outras arboviroses.
Panorama dos boletins epidemiológicos da dengue no Paraná em 2025 e início de 2026
Os boletins epidemiológicos da dengue divulgados pela Secretaria da Saúde do Paraná trazem um panorama abrangente da situação da doença no estado durante o ano de 2025 e na primeira semana epidemiológica de 2026. Até o dia 7 de janeiro de 2026, foram notificados 384 casos suspeitos de dengue, dos quais 10 foram confirmados. No total, o ano epidemiológico de 2025 registrou 305.594 notificações, com 92.620 casos confirmados e 145 óbitos relacionados à doença.
A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, continua sendo um desafio de saúde pública no Paraná, com a maior concentração de casos confirmados nas regionais de Londrina, Paranavaí, Maringá, Jacarezinho e Umuarama. Em contrapartida, doze municípios não apresentaram casos notificados durante o ano, com destaque para Fernandes Pinheiro, que não teve sequer notificações suspeitas.
Distribuição regional e municípios sem notificações confirmadas
O relatório detalha a distribuição dos casos por regiões de saúde, evidenciando que a 17ª Regional de Londrina lidera o número de confirmações com 22.653 casos, seguida pela 14ª Regional de Paranavaí com 13.031, e a 15ª Regional de Maringá com 11.577. Além disso, 398 municípios notificaram casos e 387 confirmaram a doença, mostrando uma ampla disseminação pelo território. Municípios como Agudos do Sul, Campo do Tenente, e Rio Azul destacam-se pela ausência de notificações, indicando variações regionais na circulação do vírus.
Situação das outras arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti no Paraná
Além da dengue, os boletins abrangem informações sobre chikungunya e zika, duas arboviroses urbanas também transmitidas pelo Aedes aegypti. Em 2025, foram confirmados 6.090 casos de chikungunya, com 8 óbitos registrados, dentro de um total de 11.560 notificações. Por outro lado, o vírus zika teve 207 notificações, mas nenhum caso confirmado durante o mesmo período, indicando menor incidência dessa doença no estado.
Febre oropouche: emergência e transmissão no Paraná
Outra infecção analisada nos boletins é a febre oropouche, causada pelo Orthobunyavirus oropoucheense e transmitida pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Em 2025, o Paraná registrou 179 notificações e 150 casos confirmados, sendo a maioria autóctones concentrados em Adrianópolis, Morretes e Guaratuba. Casos importados foram identificados em Arapongas e Maringá, demonstrando a circulação do vírus em diferentes regiões e a importância do monitoramento contínuo.
Perspectivas para a vigilância epidemiológica em 2026
Com o início do ano epidemiológico 2026 em 4 de janeiro, os boletins indicam que os dados da primeira semana ainda estão em fase de consolidação e podem sofrer alterações em atualizações futuras. Até o momento, não foram registrados casos de chikungunya, zika ou febre oropouche em 2026, o que pode sinalizar um cenário inicial menos preocupante, mas que exige atenção constante das autoridades de saúde para assegurar a prevenção e controle dessas doenças.
A publicação regular desses boletins epidemiológicos da dengue é fundamental para orientar as ações de saúde pública, alocar recursos e planejar estratégias de combate às arboviroses, protegendo a população e mitigando os impactos dessas doenças no Paraná.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: Sesa inicia novo período epidemiológico da DengueFoto: SESA





