Em uma ação de emergência, 148 peixes foram retirados de um trecho seco do Rio da Prata, no município de Jardim (MS), e transferidos para áreas com água suficiente para sua sobrevivência. A operação, realizada ontem (19), repete-se pelo segundo ano consecutivo devido à severa estiagem que assola a região.
A escassez hídrica, agravada pela construção de drenos nas cabeceiras do rio, que também banha Bonito, tem causado preocupação ambiental. Um relatório da Polícia Militar Ambiental, anexado a um inquérito civil do Ministério Público Estadual, investiga as causas da seca e o impacto da intervenção humana no curso natural do rio.
A delicada operação de resgate, autorizada por licença ambiental, envolveu diversos atores, incluindo técnicos do Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim, do grupo empresarial Rio da Prata, policiais militares ambientais e funcionários da Fazenda Vale do Prata. Entre as espécies salvas, encontravam-se piraputangas, curimbas, lambaris, joaninhas, canivetes, pacus-péva e traíras.
O diretor do Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim, Nisroque da Silva Soares, relatou que o volume de água no rio tem diminuído drasticamente desde o dia 6. “O leito seco se estende por três quilômetros, sem afetar os atrativos turísticos”, completou Soares, evidenciando a extensão do problema.
No ano anterior, a situação foi semelhante, com a captura de cerca de 200 peixes em 31 de julho. A repetição do cenário demonstra a urgência de medidas para mitigar os efeitos da seca e garantir a saúde do ecossistema do Rio da Prata. A expectativa é que a situação se normalize apenas em outubro.










