Secretaria da Saúde orienta a população para prevenção das leishmanioses e febre maculosa, destacando a importância do controle dos vetores

A Secretaria da Saúde do Paraná reforça cuidados contra o mosquito-palha e carrapato para prevenir doenças tropicais negligenciadas.
Entenda o impacto do mosquito-palha e carrapato no Paraná
Os cuidados contra mosquito-palha e carrapato são essenciais para o controle das leishmanioses e febre maculosa no Paraná, onde essas doenças tropicais negligenciadas têm apresentado casos significativos em 2025. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destaca que a colaboração da população é fundamental para evitar infecções e garantir a eficácia das ações de saúde pública.
Perfil das doenças transmitidas e dados recentes no Paraná
A leishmaniose manifesta-se principalmente em duas formas: tegumentar e visceral. A tegumentar causa lesões na pele e mucosas, enquanto a visceral atinge órgãos internos, podendo ser fatal. Em 2025, foram notificados 536 casos de leishmaniose tegumentar, com 79,2% originados dentro do estado, e 10 casos de leishmaniose visceral, incluindo dois com transmissão local. A febre maculosa, causada por bactérias transmitidas pelo carrapato-estrela, teve 53 casos confirmados entre 2021 e 2025, sendo mais frequente em homens que frequentam áreas de mata, rios ou cachoeiras.
Medidas preventivas recomendadas pela Secretaria da Saúde
Para prevenir a leishmaniose, a Secretaria reforça a importância da limpeza periódica de quintais, eliminando matéria orgânica úmida que favorece o desenvolvimento do mosquito-palha. Em relação à febre maculosa, recomenda-se o uso de roupas claras e compridas em ambientes de risco e a inspeção do corpo a cada duas horas para remoção rápida dos carrapatos, uma vez que a transmissão da bactéria depende de fixação prolongada.
Papel dos animais e ambiente na transmissão das doenças
No ambiente urbano, cães são vetores importantes para a leishmaniose visceral, sendo a principal fonte de infecção para o mosquito-palha. O tratamento dos cães não elimina o parasita, mantendo o risco de transmissão. Já para a febre maculosa, hospedeiros como capivaras e cavalos contribuem para o ciclo do carrapato-estrela. A exposição a esses animais em áreas verdes requer atenção redobrada dos frequentadores.
Importância da ação integrada e do diagnóstico rápido
O Paraná conta com uma rede de saúde preparada para diagnosticar rapidamente essas doenças. A sinalização precoce e o relato do histórico de exposição a áreas de risco são cruciais para diferenciação dos sintomas, que são comuns a várias doenças e podem dificultar o diagnóstico. A Secretaria enfatiza que a prevenção e o controle dos vetores dependem da participação ativa da população, reforçando a necessidade de cuidados simples e contínuos para preservar vidas.
Fonte: www.parana.pr.gov.br










