Ranking aponta queda no índice de saneamento brasileiro e desafios a serem enfrentados.

Estudo revela que infraestruturas antigas comprometem a qualidade do saneamento nas cidades brasileiras.
Saneamento nas cidades e a necessidade de ação urgente
O saneamento nas cidades brasileiras tem enfrentado um retrocesso significativo, conforme revela o Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O índice de saneamento, uma das 13 métricas avaliadas no estudo, alcançou o menor patamar desde 2020, acendendo um alerta sobre a necessidade de melhorias urgentes na infraestrutura dos municípios.
Contexto do saneamento no Brasil
Em entrevista à CNN, o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, destacou que a situação do saneamento no Brasil é preocupante. Segundo ele, “do ponto de vista de saneamento, infelizmente, na média histórica, a gente vê uma queda”. Essa afirmação reflete a realidade de muitos municípios, que ainda não conseguiram atingir as metas de universalização do saneamento, estabelecidas por legislações anteriores. Barros enfatiza que, apesar dos avanços trazidos pelo Marco Legal do Saneamento, muitos sistemas de infraestrutura continuam em condições precárias.
O diretor do CLP explica que a deterioração das infraestruturas é um dos principais problemas enfrentados. “Temos um passivo imenso, desde vazamentos, encanamentos antigos que não foram resolvidos, e locais em que ainda existem situações que lembram a Idade Média, sem água tratada e esgoto canalizado”. A revitalização da infraestrutura existente e o investimento em novas instalações são vistos como passos essenciais para reverter essa situação.
Cidades com melhores índices de saneamento
De acordo com o ranking, algumas cidades se destacam positivamente em relação à qualidade do saneamento. Leme (SP), Catanduva (SP), Presidente Prudente (SP), Balneário Camboriú (SC) e Assis (SP) foram apontadas como as localidades com os melhores níveis de saneamento no país. Essas cidades servem como exemplos de boas práticas na gestão de serviços de saneamento, mostrando que é possível avançar, mesmo em um cenário desafiador.
O que a queda no saneamento significa
A queda no índice de saneamento é preocupante, pois afeta diretamente a qualidade de vida da população. A falta de acesso a água tratada e a sistemas de esgoto adequados pode resultar em sérios problemas de saúde pública, além de impactar negativamente a competitividade dos municípios. Em contrapartida, o ranking também revelou que o indicador relacionado a questões ambientais teve um desempenho oposto, registrando a maior média da história, o que indica uma crescente preocupação das administrações públicas com a agenda ambiental.
O caminho a seguir para a melhoria
Barros concluiu que o desafio no Brasil permanece grande, e a manutenção da infraestrutura antiga é crucial. “O tempo vai passando e a infraestrutura instalada, que já é antiga, vai piorando. Precisamos trazer infraestrutura nova e garantir a manutenção da antiga”. Portanto, a elaboração de políticas públicas eficazes e o envolvimento das administrações municipais são imperativos para a melhoria do saneamento nas cidades brasileiras.
O Ranking de Competitividade dos Municípios, em sua sexta edição, avaliou 418 cidades com mais de 80 mil habitantes, que correspondem a 60,28% da população brasileira. Esse levantamento considera 13 pilares fundamentais para a promoção da competitividade e a melhoria da gestão pública, que vão desde a sustentabilidade fiscal até a qualidade da saúde e educação. A evolução nesses indicadores pode ser crucial para o futuro das cidades, especialmente em um cenário onde a saúde pública e a qualidade de vida da população estão em jogo.





