Produção estimada em 2,84 milhões de toneladas em 2026, com queda significativa no trigo e impacto na qualidade dos grãos

A safra de inverno do Paraná em 2026 deve totalizar 2,84 milhões de toneladas, queda de 28% em relação a 2025, devido ao excesso de chuvas que afetou produtividade e qualidade, especialmente no trigo.
A safra de grãos de inverno do Paraná para 2026 está projetada em 2,84 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Essa estimativa representa uma queda de 28% em relação ao volume colhido em 2025, que foi de cerca de 3,9 milhões de toneladas, considerando aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale.
Chuvas afetam principalmente o trigo
O trigo, principal cultura de inverno do estado, concentra a maior redução, com uma produção estimada em 1,9 milhão de toneladas, recuo de 34% em comparação às 2,88 milhões de toneladas de 2025. A área cultivada diminuiu 12%, e a produtividade caiu de 54 para 44 sacas por hectare, queda de 18%. Além disso, o excesso de chuvas comprometeu a qualidade dos grãos, limitando a oferta adequada para a indústria.
Impacto nas demais culturas
A cevada também sofreu redução de produção, estimada em 492 mil toneladas, cerca de 2% a menos que no ano anterior, apesar da ampliação de 23% da área cultivada. A canola, por sua vez, teve aumento na área e conseguiu dobrar a produção, compensando perdas de produtividade. Já aveia, centeio e triticale registraram queda tanto na área plantada quanto no rendimento.
Contexto climático e perspectivas
O excesso de chuvas afetou a maior parte das regiões produtoras do Paraná, especialmente as lavouras de cultivo tardio durante a colheita. Até o levantamento de outubro, 88% da área de trigo havia sido colhida, permitindo uma projeção mais precisa dos impactos. O Deral acompanha o andamento da colheita para atualizar os dados de produção e qualidade dos lotes restantes.
A redução na safra de inverno pode influenciar a oferta estadual de grãos e, consequentemente, os preços no mercado. O acompanhamento contínuo será fundamental para avaliar os desdobramentos para o setor agropecuário e para a indústria local.
Fonte: bandab.com.br










