O ex-delegado foi alvo do PCC após 40 anos de carreira

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo, foi assassinado por criminosos do PCC em Praia Grande.
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo, foi assassinado por criminosos suspeitos de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) em Praia Grande, no litoral paulista, no início da noite desta segunda-feira (15/9). Ele atuou por 40 anos na Polícia Civil e era especialista na facção paulista.
O crime e suas circunstâncias
Ferraz foi jurado de morte pelo PCC em 2019, após a transferência de seu líder, Marcola, para um presídio federal. Acredita-se que o ex-delegado foi vítima de uma emboscada, conforme relatos do Ministério Público de São Paulo. Imagens de câmeras de segurança mostram que o carro dele foi seguido antes de colidir com um ônibus, resultando em um capotamento. Após isso, três atiradores desceram de um veículo e dispararam contra ele.
A carreira de Ruy Ferraz
Formado em Administração Geral e Financeira, Ferraz ocupou diversos cargos na Polícia Civil, incluindo delegado de Polícia Assistente da Divisão de Homicídios e diretor de várias delegacias. Ele também foi professor assistente de Criminologia e Direito Processual Penal e atuou como professor de Investigação Policial pela Academia da Polícia Civil.
Impacto e reações
A morte de Ruy Ferraz levanta preocupações sobre a segurança de agentes públicos e a atuação do PCC, que continua a operar de maneira violenta e organizada no estado de São Paulo. A comunidade e as autoridades locais expressaram sua indignação e tristeza pela perda de um profissional que dedicou sua vida ao combate ao crime.
Perspectivas futuras
A investigação sobre o assassinato de Ruy Ferraz está em andamento, com a expectativa de que ações sejam tomadas para desmantelar a estrutura do PCC e garantir a segurança dos profissionais de segurança pública no estado.










