Declarações do Kremlin sobre a atuação da aliança militar

Governo russo declara que a Otan está lutando contra a Rússia ao apoiar a Ucrânia.
O governo russo afirmou nesta segunda-feira (15) que era óbvio que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) estava lutando contra a Rússia ao fornecer apoio direto e indireto à Ucrânia. “A Otan está de fato envolvida nesta guerra”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres.
“A Otan está fornecendo apoio direto e indireto ao regime de Kiev. Pode-se afirmar com absoluta certeza que a Otan está lutando contra a Rússia.” Moscou tem afirmado repetidamente que a possível adesão da Ucrânia à Otan foi uma das causas da guerra. Os russos consideram isso inaceitável e defendem que a Kiev deve ser neutra — sem bases estrangeiras.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que não cabe a Moscou decidir as alianças do país. A Rússia alertou a Europa, afirmando que irá atrás de Estados que tomem seus bens, enquanto Donald Trump pressiona a Otan a parar de comprar petróleo da Rússia.
Contexto da invasão russa
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho. Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra.
Reações e ataques na região
Enquanto isso, a Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia, alegando que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo. O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones. Ambos os lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Consequências do conflito
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares. Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.










