Uma comitiva de autoridades, liderada pelo presidente do Paraguai, Santiago Peña, e pela ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, visitou o lado paraguaio da futura ponte da Rota Bioceânica. O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, também integrou o grupo, que foi recebido com entusiasmo por moradores locais. A expectativa é que a nova estrutura impulsione o desenvolvimento regional e fortaleça os laços entre os países.
A ponte, com 1.294 metros de extensão e 80% das obras já concluídas, tem previsão de entrega para 2026. Financiada pela Itaipu Binacional, a obra promete substituir a travessia por balsas, facilitando o transporte de pessoas e mercadorias. “A expectativa é que a próxima travessia não seja mais de barco, mas caminhando sobre a ponte concluída”, declarou um morador local, refletindo o otimismo em relação ao projeto.
Enquanto isso, no lado brasileiro, o contorno de 13 quilômetros em Porto Murtinho está em andamento, sob responsabilidade da União. No Paraguai, a pavimentação da rota segue em ritmo acelerado. A Rota Bioceânica, que se estenderá pela Argentina e Chile, é vista como um corredor estratégico para o escoamento de produtos brasileiros e a importação de bens.
O projeto representa uma aposta no fortalecimento da integração sul-americana, com benefícios que vão além do comércio. O Brasil estima que o uso dos portos chilenos poderá reduzir em até 17 dias o tempo de envio de produtos, além de baratear os custos de frete. Para Mato Grosso do Sul, o setor de carnes é um dos que mais devem se beneficiar com a nova rota.
A agenda de Santiago Peña no Brasil inclui visitas a unidades frigoríficas, encontros com empresários e visitas a fábricas, como a unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo. A ponte da Rota Bioceânica contará com duas pistas de 12,5 metros de largura, passagens para pedestres e ciclistas, e altura de 22 metros para garantir a navegação no Rio Paraguai, que em breve terá sua gestão concedida para transformação em hidrovia.










