Em um pronunciamento contundente realizado na rampa do Congresso Nacional, o senador Rogério Marinho (PL) defendeu a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho argumenta que tal medida é necessária para “restabelecer o equilíbrio entre os poderes”. O senador também teceu duras críticas à esquerda política brasileira e à postura em relação aos atos de 8 de janeiro.
Marinho questionou a narrativa de “sem anistia” propagada por setores da esquerda, contrastando-a com o que ele descreve como uma anistia prévia concedida a crimes cometidos por esse mesmo espectro político. “A esquerda que grita ‘sem anistia’ foi anistiada por crimes de morte, de violência, de roubo, de assalto, de sequestro”, declarou o senador, sinalizando uma possível tentativa de equiparação de condutas. Ele complementou afirmando que o país vive sob um “desgoverno”.
O senador também criticou a gestão econômica do governo atual, acusando-o de “gastar sem medidas” e criar uma “cortina de fumaça” para encobrir problemas fiscais e estruturais. Marinho mencionou o que chamou de “assalto” aos recursos do INSS, a desestruturação dos fundos de pensão e a situação das empresas estatais, com destaque para os Correios. Para ele, o cenário fiscal atual repete os erros de 2014 e 2015, que levaram o Brasil à “maior crise econômica da história”.
Além das críticas ao Executivo, Rogério Marinho expressou preocupação com a relação entre os poderes, denunciando uma suposta “subordinação” do Legislativo ao Judiciário. “Estamos aqui da frente da Casa do Povo para dizer que chega, que basta, que não é mais possível conviver com a conivência ou com essa subordinação que o poder Legislativo tem hoje perante um outro poder”, afirmou o senador, elevando o tom do debate.
O discurso de Marinho ocorre em meio à controvérsia gerada pela decisão de Alexandre de Moraes de determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, com uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições. A medida foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares, incluindo a disseminação de mensagens de apoio a ataques ao STF. Antes da decisão, apoiadores de Bolsonaro realizaram manifestações pedindo anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, demonstrando o clima de tensão política no país.
Fonte: http://agorarn.com.br





