Diante do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos, o Rio Grande do Norte (RN) busca fortalecer laços comerciais com a China como uma rota alternativa para seus produtos. O deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB) defendeu a estratégia na Assembleia Legislativa, destacando o potencial da parceria sino-potiguar para mitigar os impactos negativos da política comercial americana. A medida surge em um momento delicado para a economia brasileira, com a taxação ameaçando setores-chave como a fruticultura e a indústria salineira.
Rodrigues ressaltou a importância da Frente Parlamentar da Cooperação Econômica e Diplomática entre o RN e a China, instalada em julho. Segundo o deputado, o país asiático já é o principal parceiro comercial do estado desde 2021, com importações potiguares da China atingindo R$ 260,8 milhões em 2024, um valor três vezes superior ao das importações dos EUA. “Estamos diante de uma oportunidade estratégica para ampliar o papel do RN como porta de entrada para o investimento internacional no Nordeste”, afirmou, com foco em energias limpas, inovação e sustentabilidade.
Um dos resultados concretos dessa aproximação é a instalação do Instituto Confúcio na UFRN, que oferecerá cursos de mandarim e promoverá intercâmbio cultural. A Frente Parlamentar, liderada por Rodrigues e composta por outros quatro deputados, é vista como uma iniciativa pioneira no país. “O colegiado é uma iniciativa pioneira no país e mostra o nosso compromisso com soluções concretas para ampliar mercados e garantir competitividade aos produtos potiguares”, enfatizou o deputado.
Enquanto isso, o governo federal se movimenta para minimizar os efeitos das tarifas americanas. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) informou que um plano de contingência para auxiliar os setores mais afetados já foi apresentado ao presidente Lula e pode ser anunciado em breve. “(O plano) foi apresentado ao presidente Lula. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado”, disse Alckmin.
O plano visa atender as empresas mais expostas às novas tarifas, buscando também negociar a redução das alíquotas com os Estados Unidos e excluir itens da lista de taxação. A estratégia do governo federal, somada à iniciativa do RN em estreitar laços com a China, busca garantir a competitividade da economia brasileira e mitigar os impactos negativos das tensões comerciais internacionais.
Fonte: http://agorarn.com.br










