O Estádio Evandro Almeida, o Baenão, celebrou 108 anos de sua inauguração em 15 de agosto, marcando mais de um século de história no futebol paraense. Contudo, a icônica estátua do leão de pedra, símbolo do Clube do Remo, só chegou ao estádio em 1972. A trajetória do leão é marcada por episódios curiosos e até mesmo polêmicos, que ressaltam a acirrada rivalidade entre Remo e Paysandu.
Um dos momentos mais lembrados pelos torcedores foi em 2001, quando Albertinho, jogador do Paysandu, ousou vestir a estátua azulina com a camisa bicolor após marcar um gol contra a Tuna Luso. Mas essa não foi a única irreverência envolvendo o leão de pedra e a paixão clubística. Uma história familiar inusitada, revelada recentemente, adiciona um novo capítulo a essa rivalidade.
Em 1972, o empresário e torcedor remista Hermano Jucá solicitou ao seu irmão, Francisco Jucá, conhecido como “Comandante Jucá” e fervoroso torcedor do Paysandu, que trouxesse de Macapá uma encomenda volumosa para o engenheiro José Brito. Sem saber, Francisco transportou justamente o leão de pedra, que seria instalado no Baenão. A ironia da situação só foi descoberta depois, gerando grande fúria no torcedor bicolor que, involuntariamente, prestou um favor ao rival.
Fernando Nascimento, superintendente da TV Liberal, compartilhou essa história, relatada pelos próprios irmãos Jucá, adicionando um toque pitoresco à saga do leão de pedra. A rivalidade entre Remo e Paysandu transcende os campos e se manifesta em detalhes como este, enriquecendo a história do futebol paraense. A paixão clubística, por vezes, tece enredos inesperados e memoráveis.
Paralelamente, o Paysandu aprimora sua estratégia para os próximos desafios, focando nos contra-ataques, especialmente acionando Maurício Garcez. Enquanto isso, o Remo busca reforços para a Série B, mirando artilheiros como Matheus Peixoto e Gonzalo Mastriani. O clube também aguarda a estreia do zagueiro uruguaio Cristian Tassano.
Fonte: http://www.oliberal.com










