A megaoperação “Contenção”, deflagrada em outubro de 2025, revelou a estrutura de liderança do Comando Vermelho e colocou em alerta as autoridades do Rio de Janeiro. A ação, considerada uma das mais impactantes já realizadas, tinha como foco principal Edgar Alves de Andrade, vulgo Doca, apontado como o principal líder da facção ainda em liberdade. Doca conseguiu escapar do cerco policial nos complexos da Penha e do Alemão, intensificando a busca por sua captura.
Em resposta, o Disque Denúncia oferece uma recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à prisão de Doca. Sua trajetória criminosa, iniciada há mais de duas décadas, inclui passagens por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Investigações apontam que ele ascendeu ao comando do Comando Vermelho, exercendo influência sobre territórios e o financiamento de atividades criminosas. “Sua ficha criminal tem 189 páginas e reúne 176 anotações”, informou a polícia, detalhando acusações que vão desde tráfico e associação criminosa até homicídios e tortura.
Além de Doca, outros nomes de destaque na hierarquia do Comando Vermelho também são alvos da operação. Pedro Paulo Guedes, conhecido como Pedro Bala, é apontado como o braço operacional do grupo, atuando como um dos principais líderes ao lado de Doca. As investigações o colocam como um “gerente-geral”, responsável pelo controle e expansão do tráfico em diversas áreas.
Juan Breno Ramos, o BMW, também figura na lista dos mais procurados. Segundo a polícia, BMW utilizava a região da Pedreira, no Complexo da Penha, para treinar novos membros da facção no manuseio de fuzis. Ele é ainda investigado por envolvimento em crimes de grande repercussão, como o assassinato de três médicos na Barra da Tijuca em 2023 e a morte de três crianças em Belford Roxo em 2020.
Outro nome importante é Carlos da Costa Neves, o Gardenal, identificado como o gerente-geral do tráfico no Complexo da Penha e responsável pela expansão da facção na Grande Jacarepaguá. Investigações indicam que ele controlava a segurança da residência de Doca, definindo quem tinha acesso ao local. Em mensagens interceptadas, Gardenal afirmava que “ninguém deve entrar armado na casa de Doca, nem os próprios traficantes”.
Completam a lista Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, foragido há 15 anos e apontado como um dos chefes do tráfico no Complexo do Alemão, e Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, tido como um dos líderes do Comando Vermelho e articulador da facção dentro do sistema prisional do Rio de Janeiro. A polícia segue em busca dos foragidos, intensificando o combate ao crime organizado no estado.
Fonte: http://agorarn.com.br





