O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), elevou o tom contra o governo federal nesta terça-feira, alegando que a gestão Lula (PT) negou três pedidos de apoio das Forças Armadas para operações de combate ao tráfico no estado. A declaração surge em meio a uma megaoperação das forças estaduais nos complexos da Penha e do Alemão, que já resultou na prisão de 81 pessoas. O objetivo principal da ação é desmantelar a liderança do Comando Vermelho, com cerca de 100 líderes na mira das autoridades.
Diante das negativas, Castro afirmou que o estado se vê obrigado a agir sozinho. “Não foram pedidas desta vez [as Forças Armadas] porque já tivemos três negativas, então já entendemos a política de não ceder”, explicou o governador em coletiva de imprensa. Ele ainda detalhou as justificativas apresentadas pelo governo federal, que vão desde a necessidade de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) até a indisponibilidade de servidores para operar equipamentos, como blindados.
Castro lamentou a falta de colaboração federal e expressou preocupação com a situação. “O estado está sozinho nessa guerra”, declarou, admitindo que as forças estaduais podem estar “excedendo suas competências” para proteger a população. O governador reiterou o compromisso de continuar atuando, mesmo que isso signifique ir além das atribuições regulares.
Em busca de alternativas, Castro informou que apresentou um plano de retomada de áreas dominadas pelo crime ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A iniciativa, que será implementada em fases, aguarda a validação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a liberação de recursos federais.
Além disso, o governador criticou a politização da segurança pública, mencionando a “ADPF das Favelas”, ação que restringiu o uso de helicópteros em operações policiais. “Passamos cinco anos sem poder usar helicóptero com plataforma de tiro, e agora vemos drones com bombas nas mãos de criminosos, e ninguém se manifesta”, protestou. Castro espera que o STF acelere a análise do plano, permitindo uma maior integração entre as políticas de segurança estadual e federal, enquanto todos os batalhões da capital permanecem em alerta máximo.
Fonte: http://agorarn.com.br










