A descoberta de abusos sexuais, supostamente cometidos por um tratorista de 47 anos, desencadeou uma onda de indignação em um bairro de Campo Grande, culminando no incêndio de sua residência na noite de terça-feira (16). A investigação teve início após uma das vítimas apresentar um comportamento atípico na escola, o que levou a instituição a contatar a mãe da criança.
Em conversa com a filha, a mãe foi informada sobre os abusos: beijos forçados e toques inapropriados. A revelação chocou a comunidade e rapidamente se espalhou, gerando revolta entre os vizinhos. Uma das mães, em entrevista ao Campo Grande News, relatou como tomou conhecimento do caso através da vizinha, cuja filha também havia sido vítima.
“A minha vizinha descobriu primeiro porque foi chamada na escola. Eles disseram que a menina estava com comportamento estranho. Quando ela chegou em casa, ela perguntou, e a menina contou que foi mexida por ele”, explicou a dona de casa de 24 anos. A mãe então confrontou sua própria filha, que confirmou os abusos, relatando beijos, toques e convites para relações sexuais.
O caso ganhou proporções ainda maiores quando outras crianças da vizinhança revelaram ter sido vítimas do mesmo homem. Diante das denúncias, as mães registraram um boletim de ocorrência na delegacia. Segundo relatos, o suspeito mora com a esposa e quatro filhos, e há acusações de que ele dopava a companheira.
Na noite do incêndio, aproximadamente 100 pessoas se reuniram em frente à casa do suspeito, atirando pedras e ateando fogo. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados para conter a situação e controlar as chamas. O suspeito fugiu e até o momento não foi localizado. A Polícia Civil investiga o caso.










