A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, anunciada pelo então presidente Donald Trump, pode representar uma oportunidade para outras nações assumirem papel de destaque na agenda climática global. A CEO da COP30, Ana Toni, avalia que países como o Brasil têm a chance de ocupar espaços estratégicos no processo de descarbonização da economia mundial.
Em entrevista, Toni reconheceu que a decisão norte-americana traz impactos negativos, uma vez que os EUA são a maior economia do planeta e historicamente o país que mais contribuiu para a emissão de gases de efeito estufa. Além disso, o movimento de Trump pode incentivar outras nações com baixo compromisso ambiental a adotarem posturas semelhantes.
Apesar disso, ela acredita que o boicote promovido por Washington poderá abrir caminho para empresas estrangeiras assumirem os espaços deixados tanto pelo governo dos EUA quanto por companhias americanas.
Nesse cenário, a realização da COP30 em Belém ganha relevância. Para Ana Toni, o evento será essencial para fortalecer a cooperação internacional no combate às mudanças climáticas e deixar um legado duradouro para o Brasil, o Pará e a comunidade global.





