A adoção de reservatórios particulares na capital paranaense integra política preventiva para reduzir alagamentos provocados pelas chuvas de verão

Curitiba amplia uso de reservatórios privados para conter cheias e evitar alagamentos durante as chuvas intensas de verão na cidade.
Estratégias de Curitiba para controle das cheias com reservatórios privados de água da chuva
A política municipal de Curitiba para o controle das cheias, especialmente nas chuvas intensas de verão, inclui o uso de reservatórios privados de água da chuva, conforme previsto na Lei de Zoneamento e no Decreto Municipal nº 1.733/2020. Essa medida determina que grandes empreendimentos mantenham uma taxa mínima de permeabilidade do solo ou adotem tanques de retenção para conter o volume de água pluvial. Paulo Vitor Lucca, diretor do Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), destaca que a iniciativa torna os imóveis aliados do sistema público de drenagem, reduzindo a pressão sobre galerias e cursos d’água.
Impacto dos reservatórios privados na redução dos alagamentos em Curitiba
A adoção dos reservatórios é uma resposta preventiva que diminui os riscos de alagamentos, ao controlar a liberação da água da chuva para a rede pública. Essa estratégia foi reforçada por Luiz Fernando Jamur, secretário municipal de Obras Públicas, que ressalta a importância da cooperação entre o poder público e a população na divisão das responsabilidades para evitar problemas urbanos. A Smop já autorizou cerca de 4.018 projetos com reservatórios, acumulando uma capacidade total estimada em 169 mil metros cúbicos de água, o que equivale a 68 piscinas olímpicas, espalhadas estrategicamente pela cidade.
Regulamentações municipais que ordenam a construção e aprovação dos reservatórios
O processo de licenciamento de obras em Curitiba exige a comprovação do atendimento à taxa mínima de permeabilidade ou a implantação de reservatórios de contenção. A Secretaria Municipal do Urbanismo (SMU) avalia os parâmetros urbanísticos para garantir o cumprimento das normas. Fábio Francio, diretor do Departamento de Controle de Edificações da SMU, enfatiza que apenas áreas com grama plantada sobre solo natural são consideradas permeáveis, excluindo calçadas com paver ou áreas com tráfego intenso que compactam o solo. A aprovação do projeto e o alvará de construção dependem do cumprimento dessas exigências, evitando despesas futuras com obras para adaptação.
Exemplos práticos da aplicação dos reservatórios em empreendimentos residenciais
Um exemplo concreto desse modelo está em um empreendimento residencial na Rua Wallace Scott Murray, no bairro Santa Cândida, que instalou um reservatório de águas pluviais para atender à taxa de permeabilidade exigida. Elisamara Godoy Montalvão, técnica em obras e projetos da Smop, acompanhou a implantação, destacando que o sistema auxilia na correta destinação das águas pluviais, prevenindo alagamentos e transtornos causados por chuvas volumosas. A engenheira civil Adriana Cristina Serpe Ganho reforça a importância do decreto para equilibrar o desenvolvimento urbano com a preservação ambiental, ressaltando os benefícios para a vizinhança e o meio ambiente.
Orientações municipais para implantação e esclarecimento de dúvidas sobre reservatórios privados
A Prefeitura de Curitiba oferece suporte técnico com engenheiros especializados no Setor de Projetos da Smop para esclarecer dúvidas sobre a implantação e o licenciamento dos reservatórios privados de água da chuva. O ideal é que esses dispositivos sejam construídos durante as obras para evitar custos adicionais com escavações posteriores. A iniciativa exemplifica uma gestão urbana alinhada às melhores práticas internacionais de adaptação às mudanças climáticas, evidenciando o compromisso da capital paranaense em proteger seus bairros vulneráveis e garantir a sustentabilidade do sistema de drenagem urbana.
Fonte: www.curitiba.pr.gov.br
Fonte: Isabella Mayer/SECOM










