A campanha do Remo na Série B tem sido marcada por paradoxos. Longe de Belém, a equipe de Antônio Oliveira ostenta um aproveitamento de 62%, digno de líder. Em casa, o desempenho desaba para 28,5%, colocando o time na zona de rebaixamento se considerada apenas essa estatística. O técnico português busca soluções para transformar a esperança em resultados consistentes.
O empate contra o Vila Nova trouxe um vislumbre de esperança. A mudança para o esquema 3-4-3 nos últimos 20 minutos deu mais fluidez ao jogo do Leão. Resta saber se Oliveira encontrou a chave para dar conexão ao time e melhorar a execução de passes, transformando discretos sinais de encaixe em uma realidade.
Enquanto isso, o Paysandu vive um déjà-vu de campanhas passadas. A equipe coleciona dramas e depende de viradas improváveis para evitar o rebaixamento, repetindo erros de anos anteriores. “Sorte tem limite”, diz o ditado, e o Papão precisa urgentemente aprender com seus erros para não castigar sua torcida.
Olhando para o futuro, o Remo terá pela frente uma sequência desafiadora. O time enfrentará o Atlético Goianiense em casa, o Volta Redonda fora, o CRB em Belém, o Operário no Paraná e o Athletico Paranaense novamente em Belém. Cada jogo será crucial na busca pelo acesso.
O Paysandu, por sua vez, visitará o Goiás, receberá o Novorizontino, viajará para Criciúma, jogará em casa contra o Cuiabá e enfrentará o Botafogo/SP fora. A escolha da Curuzu como palco dos jogos em Belém, por preferência do técnico Márcio Fernandes, é uma aposta para fortalecer o time diante de sua torcida.
Com 41 jogadores acionados em 26 jogos, o Remo ainda aguarda a estreia de reforços importantes. Já o Paysandu, com apenas 21 gols marcados, tem no artilheiro Diogo Oliveira a esperança de um ataque mais eficiente. A sequência da Série B promete fortes emoções para os torcedores paraenses.
Fonte: http://www.oliberal.com










