A saída de Felipe Vizeu do Clube do Remo representa um alívio financeiro significativo para a equipe. Segundo Marcos Braz, executivo de futebol do clube, a negociação que liberou o atacante pode gerar uma economia de aproximadamente R$ 5 milhões. A informação foi revelada em entrevista exclusiva ao Núcleo de Esportes de O Liberal.
“A saída do Vizeu foi um bom negócio pro Remo”, afirmou Braz. O dirigente detalhou que a operação não se configura como empréstimo ou rescisão, mas sim como uma transferência. Isso permite ao clube eliminar os custos relacionados à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que, segundo ele, representavam um ônus considerável devido aos impostos trabalhistas.
De acordo com Braz, o contrato de Vizeu previa um salário mensal de R$ 310 mil, dividido entre direito de imagem e CLT. “Com a transferência, a gente sai da CLT de cara, que além de custar R$ 165 mil, ainda onerava o clube com vários impostos trabalhistas. Vale destacar que o salário dele ia até dezembro de 2026, ou seja, ainda tínhamos 19 meses a pagar”, explicou.
Com a nova negociação, o Remo arcará apenas com os valores referentes ao direito de imagem do jogador. Braz ressaltou que essa mudança representa uma economia considerável na folha de pagamento, equivalente aos impostos trabalhistas anteriormente pagos. “O negócio foi bom, ainda mais se você levar em consideração que ele era um atleta que não estava sendo aproveitado pelo clube”, completou.
Ao longo de sua passagem pelo Remo, Felipe Vizeu disputou 26 partidas, sendo 12 pela Série B, e marcou três gols. O dirigente também comentou sobre a relação do jogador com a torcida, pontuando que a pressão sobre Vizeu era alta devido às expectativas geradas e ao seu salário. Braz defendeu o atleta, argumentando que ele não é o responsável pelos termos do contrato firmado no início do ano.
Fonte: http://www.oliberal.com





