Mudanças no imposto visam estimular a economia, mas trazem desafios financeiros

Reforma do Imposto de Renda pode aumentar o PIB em até 0,6 ponto percentual, mas traz riscos fiscais em 2026.
A reforma do Imposto de Renda aprovada no Congresso em 5 de novembro de 2025 promete um impacto positivo de 0,2 a 0,6 ponto percentual no PIB brasileiro próximo ano. Entretanto, essa mudança embute riscos fiscais para 2026.
Benefícios e riscos da reforma
A redução do imposto para pessoas de menor renda, que afeta cerca de 15 milhões de brasileiros, deve injetar mais de R$ 30 bilhões em consumo, contribuindo para a redução do endividamento. Por outro lado, a compensação via taxação de pessoas de alta renda, atingindo cerca de 150 mil contribuintes, apresenta incertezas quanto à arrecadação, o que pode frustrar as expectativas do governo.
Expectativas de crescimento econômico
Projeções do Santander indicam que a reforma poderá gerar um impacto positivo de 0,25 ponto percentual no PIB, dentro de uma expectativa de crescimento de 1,5% no ano seguinte. A economista Silvia Matos, do FGV Ibre, considera que a correção da tabela do IR é um dos fatores que impulsionará o PIB em 2025, que deve crescer em torno de 1,9%.
Desafios fiscais e inflação
O governo federal assegura que não haverá impacto nas contas públicas, mas técnicos do Senado alertam para um buraco fiscal que pode variar entre R$ 1 bilhão e R$ 4,5 bilhões em 2026. A expectativa é que o aumento do consumo impacte a inflação em cerca de 0,1 ponto percentual, sem alterar a trajetória de queda nos índices de preços.
Considerações finais
A reforma, embora promissora em termos de estímulo ao consumo, requer uma gestão cuidadosa para evitar riscos fiscais e garantir que os benefícios sejam sustentáveis no longo prazo.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










