Síndico suspeito participa de reconstituição com colete balístico no prédio onde ocorreu a morte da corretora Daiane Alves Souza

Síndico suspeito participa da reconstituição da morte da corretora Daiane Alves Souza no prédio onde ocorreram os fatos em Caldas Novas.
Detalhes da reconstituição do crime em Caldas Novas
A reconstituição do crime ocorrido em Caldas Novas, envolvendo a morte da corretora Daiane Alves Souza, teve início na noite de 30 de janeiro de 2026 no prédio onde a vítima e o síndico Cléber Rosa de Oliveira residiam. A “reconstituição crime corretora” contou com a participação ativa do suspeito, que vestia uma camiseta laranja, algemas e um colete à prova de balas, enquanto simulava as ações que teriam levado ao homicídio.
Durante o procedimento, as luzes foram apagadas para reproduzir o ambiente e horário aproximados do ocorrido, que se deu por volta das 19h do dia 17 de dezembro de 2025. Naquele momento, Daiane havia saído do seu apartamento para ir até o subsolo do prédio, onde procurava religar a energia elétrica cortada no imóvel.
Contexto do crime e histórico de desentendimentos entre as partes
O crime aconteceu no subsolo do edifício, local considerado um ponto cego pela ausência de câmeras de monitoramento. Segundo as investigações, Cléber Rosa de Oliveira abordou Daiane enquanto ela filmava os relógios de energia, e um atrito entre ambos resultou no homicídio. A vítima já vinha sofrendo perseguições e ameaças por parte do síndico, que teria desligado repetidas vezes serviços essenciais no apartamento da corretora.
De acordo com denúncias do Ministério Público de Goiás, o síndico apresentou condutas que colocavam em risco a integridade física e psicológica de Daiane entre fevereiro e outubro de 2025. A disputa teria surgido após um conflito relacionado à locação de um imóvel administrado pela vítima, com alegações de ocupação irregular.
Investigação policial e envolvimento de outros suspeitos
Além do síndico, seu filho Maykon Douglas de Oliveira foi detido temporariamente sob suspeita de obstruir as investigações, especialmente por auxiliar na compra de um novo celular para o pai. A participação direta do filho na ocultação do corpo ainda não foi confirmada. O porteiro do prédio também foi convocado para prestar esclarecimentos.
A polícia conduziu Cléber até o local onde o corpo de Daiane foi abandonado, uma área de mata às margens de uma estrada em Caldas Novas. A caçamba de um veículo teria sido utilizada para transportar o corpo, conforme detalhado pelas autoridades.
Impactos e repercussões do crime na comunidade local
O caso gerou forte comoção na cidade e trouxe à tona questões sobre segurança e vigilância em condomínios residenciais. A ausência de câmeras em pontos estratégicos do prédio evidenciou falhas na proteção dos moradores, especialmente em áreas consideradas de risco.
O episódio também levantou discussões sobre a conduta de síndicos e a necessidade de mecanismos mais eficazes para lidar com conflitos internos em edifícios residenciais. O acompanhamento das autoridades demonstra o compromisso com a elucidação do caso e a busca por justiça para a vítima.
Próximos passos nas investigações e expectativas jurídicas
As investigações permanecem em andamento, com a análise de evidências recolhidas durante a reconstituição e depoimentos de envolvidos. A defesa da família da vítima acompanha o procedimento de perto, enquanto a defesa do suspeito ainda não se manifestou publicamente sobre a reconstituição.
Espera-se que o inquérito policial avance com a conclusão das diligências para que o caso seja levado ao judiciário. A participação do síndico na reconstituição representa um passo importante para esclarecer as circunstâncias da morte da corretora e responsabilizar os envolvidos conforme a lei.
Fonte: noticias.uol.com.br
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