Iphan valoriza saberes tradicionais das mulheres que comercializam tacacá na Amazônia

Iphan reconhece o ofício das tacacazeiras como patrimônio cultural, valorizando a tradição culinária amazônica.
Ofício das tacacazeiras reconhecido como patrimônio cultural
Na quarta-feira, 26 de setembro, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) reconheceu oficialmente o ofício das tacacazeiras como patrimônio cultural do Brasil. Esta decisão é fruto de um projeto iniciado em 2024, que visa documentar e valorizar os saberes e práticas culinárias ligadas ao tacacá nas capitais de sete estados da região Norte.
Pesquisas destacam seu valor cultural
A pesquisa foi realizada em colaboração com a Universidade Federal do Oeste do Pará e teve como foco ouvir as mulheres que trabalham com o tacacá, prato icônico da Amazônia. A inclusão desse ofício na lista de patrimônio cultural foi amplamente apoiada por essas trabalhadoras, que desempenham um papel crucial na preservação das tradições culinárias da região. O Iphan enfatizou a importância dessas mulheres na manutenção de saberes ancestrais, fundamentais para a identidade cultural amazônica.
Tacacá: uma iguaria tradicional
O tacacá é um prato típico, preparado com tucupi e goma de mandioca, camarão seco, jambu e temperos. Sua origem remonta ao século 18, sendo consumido por povos indígenas na Amazônia, com registros de viajantes que documentaram essa prática. O prato se consolidou entre o final do século 19 e início do século 20, especialmente com a expansão urbana das cidades amazônicas, sendo uma fonte de sustento para muitas mulheres que vendem o alimento nas ruas como estratégia de sobrevivência durante crises econômicas.
A importância social das tacacazeiras
As tacacazeiras, com suas barracas e carrinhos, integram a paisagem urbana das cidades amazônicas, refletindo o desenvolvimento histórico e econômico da região. Elas não apenas preparam e vendem o tacacá, mas também perpetuam modos de sociabilidade característicos, transmitindo conhecimentos para as novas gerações. Este reconhecimento do Iphan não apenas valida o trabalho dessas mulheres, mas também assegura que as práticas culturais associadas ao tacacá continuem vivas.
Conclusão
O reconhecimento do ofício das tacacazeiras como patrimônio cultural do Brasil é um passo significativo para a valorização das tradições culinárias e do papel das mulheres na cultura amazônica. Essa iniciativa reforça a necessidade de preservar e promover a diversidade cultural do país, garantindo que as práticas ancestrais permaneçam como parte essencial da identidade brasileira.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Rubens Kato/Divulgação





