Ato de indisciplina ocorreu após apreensão de bebida alcoólica artesanal, mas foi controlado sem feridos.

Grupo de presos ateou fogo em colchões na Penitenciária 3 de Hortolândia após apreensão de bebidas.
Rebelião penitenciária em Hortolândia provoca incêndio
Um grupo de presos fez uma rebelião na manhã de hoje na Penitenciária 3 de Hortolândia, São Paulo, ateando fogo em colchões e outros objetos. O incidente ocorreu após a apreensão de bebida alcoólica artesanal no dia anterior, que gerou insatisfação entre os detentos. A situação foi rapidamente controlada pela Polícia Penal, que não registrou feridos ou reféns durante a ocorrência.
A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do governo paulista afirmou que a situação está sob controle e que a penitenciária opera dentro dos padrões de segurança e disciplina. Em nota, a SAP detalhou que os envolvidos na rebelião serão transferidos para outras unidades prisionais, mas não especificou quantos presos participaram do motim.
Detalhes sobre a rebelião e resposta policial
Os presos danificaram portas automatizadas das celas e provocaram o incêndio, que gerou imagens de fumaça preta visíveis nas redes sociais. A Polícia Militar foi acionada para prestar apoio, mas não houve necessidade de sua entrada na penitenciária, uma vez que a situação foi contida pela Polícia Penal.
Imagens divulgadas mostram um helicóptero da PM sobrevoando a área, mas a resposta foi coordenada de forma a evitar maiores conflitos dentro da unidade. A comunidade local ficou em alerta diante da fumaça e da presença policial, mas a situação foi normalizada rapidamente.
Capacidade da penitenciária e condições de custódia
A Penitenciária 3 de Hortolândia enfrenta uma grave superlotação. Com capacidade para 700 presos, a unidade abrigava 1.277 detentos até o dia 19 de novembro. Essa superlotação é um fator que contribui para a tensão nas instalações prisionais, refletindo os desafios enfrentados pelo sistema penitenciário em São Paulo.
As autoridades têm sido criticadas por não conseguirem garantir condições dignas e seguras para os detentos, o que frequentemente resulta em revoltas como a de hoje. A SAP está sob pressão para encontrar soluções que melhorem as condições e a segurança nas penitenciárias do estado.
Conclusão
A rebelião na Penitenciária 3 de Hortolândia destaca os problemas persistentes no sistema prisional paulista, que lida com superlotação e a falta de recursos adequados. A resposta rápida das autoridades evitou que a situação se agravasse, mas levanta questões sobre a necessidade de reformas mais profundas no setor. O governo paulista continua a trabalhar para assegurar que as unidades prisionais operem dentro de padrões adequados de segurança e disciplina.
Fonte: noticias.uol.com.br





