Museu apresenta acervo e exposições que refletem sobre a escravidão no Brasil

Museu do Recôncavo reabre com exposições sobre o passado escravocrata do Brasil.
O Museu do Recôncavo e seu papel na história
O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, que reabrirá suas portas até dezembro, se localiza em Candeias, na Bahia, a 50 quilômetros de Salvador. Este espaço foi criado para debater a história da escravidão no Brasil, especialmente focando na perspectiva dos escravizados. O casarão colonial que abriga o museu, com 55 cômodos, é um marco importante da opulência colonial, tendo sido um dos primeiros engenhos de açúcar do país, datando do século 16.
Restauração e Acervo
Após 25 anos fechado, o museu passou por uma extensa restauração que começou em 2018, custando R$ 42 milhões. O acervo do museu conta com 260 peças e achados arqueológicos, que são fundamentais para a compreensão do ciclo do açúcar e da escravidão no Brasil. A exposição permanente é organizada em cinco núcleos, cada um abordando um aspecto diferente da história local e nacional.
Exposições Permanentes
A primeira parte da visitação apresenta a história do Brasil colonial, destacando eventos significativos na região do Recôncavo. O segundo núcleo é dedicado aos povos originários, com materiais que ilustram a presença dos tupinambás antes da colonização portuguesa. O terceiro núcleo foca na vida dos escravizados, exibindo documentos e manuscritos, incluindo trechos do famoso poema “Navio Negreiro” de Castro Alves.
Reflexão sobre a Escravidão
Um dos pontos altos da visita é o núcleo que reflete sobre a memória da escravidão, com objetos que evocam o sofrimento e as lutas dos escravizados. A sala do silêncio, onde esses objetos estão dispostos, convida à reflexão e ao diálogo sobre o passado. O percurso completo da visita pode durar entre duas a três horas, permitindo que os visitantes absorvam a profundidade da história apresentada.
Interação com a Comunidade
Além da exposição permanente, o museu pretende se integrar à dinâmica da comunidade local, que inclui famílias quilombolas e pescadores. Atividades como residências artísticas e oficinas estão previstas, visando fortalecer os laços entre o museu e a população. O espaço também abrigará a exposição “Encruzilhadas”, reunindo obras de 40 artistas afro-baianos, ampliando a discussão sobre a cultura local.
Conclusão
A reabertura do Museu do Recôncavo representa uma importante iniciativa para resgatar e refletir sobre a história do Brasil, especialmente no que diz respeito à escravidão. Com um acervo rico e exposições que dialogam com a memória coletiva, o museu se posiciona como um espaço de aprendizado e reflexão para as futuras gerações.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Fernando Barbosa/Divulgação










