Saídas para disputa eleitoral e definição do sucessor ao Palácio Iguaçu devem redesenhar o primeiro escalão do governo do Paraná
Além da decisão sobre sua candidatura à Presidência da República e sobre o nome a ser escolhido como candidato à sua sucessão, Ratinho Junior precisa separar um tempo para escolher novos nomes para compor seu secretariado, após as saídas dos atuais titulares que pretendem disputar as eleições de outubro. A legislação eleitoral prevê que ocupantes de cargos no Executivo que desejam concorrer ao pleito devem se desincompatibilizar seis meses antes da eleição, o que, na prática, significa o início de abril.
Vamos ao que interessa. O Paraná conta hoje com 24 secretarias de Estado. Destas, numa leitura apressada de manchetes, blogs, rádio-corredor e adjacências, fala-se que até 18 cargos ficarão vagos.

Calma. Vamos analisar. No universo político, nove entre dez agentes desejam disputar um cargo eletivo. Mas, como nem tudo ocorre conforme a vontade, ao afunilar a lista esse número pode cair para seis — e não 18.
Comecemos pelos secretários que são deputados. Beto Preto (Saúde), Sandro Alex (Infraestrutura e Logística) e Leandre Dal Ponte (Mulher e Igualdade Racial) devem retornar à Câmara Federal. Márcio Nunes (Agricultura e Abastecimento) e Do Carmo (Trabalho, Qualificação e Renda) reassumem seus mandatos na Assembleia Legislativa. Nesta lista, é possível ainda incluir Marco Brasil (Indústria, Comércio e Serviços), que ocupou uma cadeira em Brasília por mais da metade desta legislatura.
O restante da lista não possui mandato eletivo, mas já demonstrou interesse em disputar o pleito deste ano. Alguns nomes têm não apenas a possibilidade de serem candidatos, mas chances reais de eleição. Outros têm seus nomes ventilados como cabeça de chapa ao governo do Estado, caso de Guto Silva (Cidades) e Rafael Greca (Desenvolvimento Sustentável). Também aparece como possível nome para compor uma chapa majoritária, na condição de vice, Norberto Ortigara (Fazenda).
Compõem ainda a lista ex-deputados que podem tentar retornar ao êxito das urnas, alguns com mais chances do que outros: Luizão Goulart (Administração e Previdência), Leonaldo Paranhos (Turismo) e Alex Canziani (Inovação e Inteligência Artificial).
Há, por fim, secretários que já manifestaram desejo de disputar eleições ou tiveram seus nomes “lançados” por terceiros para serem colocados à prova nas urnas: Ulisses Maia (Planejamento e Projetos Estruturantes), Roni Miranda (Educação), coronel Hudson Teixeira (Segurança Pública), Rogério Carboni (Desenvolvimento Social e Família), Valdemar Jorge (Justiça e Cidadania) e Darlan Scalco (Chefia de Gabinete do Governador).
Nesta análise, consideramos apenas o primeiro escalão. Ao avançar para autarquias, empresas de economia mista, superintendências e subchefias, a lista cresce consideravelmente. No entanto, tudo tende a se afunilar após o anúncio da escolha de Ratinho Junior sobre o nome que irá sucedê-lo como candidato ao Palácio Iguaçu. Aguardemos os próximos capítulos.





