A nova Quaest , divulgada ontem, revelou o que já se comenta em silêncio nos bastidores: o eleitor que decide eleição começou a abandonar a polarização. Lula enfrenta 49% de desaprovação e 45% de aprovação — um empate que, para quem governa, é sinal claro de desgaste.
Esse afastamento é mais forte justamente onde eleições são definidas: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, 61% desaprovam o governo. É também o eleitor de maior renda e escolaridade, onde a desaprovação ultrapassa 60%.

Nos bastidores, esse grupo já é tratado como o ativo mais valioso da próxima eleição. É o eleitor que rejeita os dois polos e que inevitavelmente será capturado por uma nova opção.
É nesse espaço que Ratinho Junior começa a se posicionar com naturalidade. Sem o desgaste direto da polarização e associado a uma gestão bem avaliada, seu nome passa a circular como alternativa viável justamente entre os que não querem nem repetir o passado, nem reviver o conflito.
A eleição de 2026 começa a ser definida ali — no eleitor que deixou de escolher entre dois lados e passou a procurar uma nova opção.





