A Defensoria Pública do Pará (DPE-PA) tomou medidas enérgicas após o registro de atos de racismo e xenofobia contra torcedores do Remo durante a partida contra o Avaí, em Florianópolis. O jogo, válido pela Série B do Brasileirão, foi palco de ofensas proferidas por uma torcedora catarinense, gerando indignação e mobilização por parte da defensoria paraense.
Diante da gravidade da situação, a DPE-PA solicitou formalmente à Defensoria Pública de Santa Catarina (DPE-SC) que adote providências urgentes. Segundo Cássio Bitar Vasconcelos, coordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor (NUDECON), os atos configuram “violação grave à dignidade humana e aos princípios constitucionais de igualdade e não discriminação”.
“É com sentimento de indignação e tristeza que recebemos as imagens de Remo e Avaí, nas quais torcedores proferiram palavras injuriosas e racistas contra o povo do Pará”, declarou Vasconcelos. Ele ressaltou a importância da reparação, mesmo reconhecendo que o incidente não reflete o sentimento da maioria dos catarinenses. A Defensoria do Pará se colocou à disposição para colaborar com a DPE-SC na busca por soluções e medidas preventivas.
A DPE-PA argumenta que possui o dever constitucional de proteger grupos vulneráveis e que o caso representa uma clara violação dos direitos previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Igualdade Racial. O ofício enviado à DPE-SC solicita a adoção das “medidas cabíveis”, com uma atuação coordenada entre as defensorias para evitar novas ocorrências e promover ações educativas.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais, onde uma torcedora do Avaí profere insultos racistas contra torcedores do Remo nas arquibancadas do estádio da Ressacada. As imagens foram encaminhadas às autoridades, e a Defensoria do Pará espera que a colaboração com a DPE-SC resulte em punição para a responsável e em medidas para combater o racismo no esporte.
Fonte: http://www.oliberal.com










